PS.: Essa fanfic não terá adição de personagens por "pedidos" por incapacidade autoral, e os personagens dessa fanfic não terá contexto no jogo "Transformice" e não terá nenhum envolvimento com tal.
Capítulo I: O piquenique
Era uma tarde agradável, o sol estava batendo nas folhas e na grama, tinha uma brisa leve e aconchegante, era um bom dia. Luca, Martha e Fred estavam fazendo um piquenique, num parque reservado somente a eles.
Luca estava de camiseta vermelha, com uma calça jeans clara. Martha estava com um vestido claro, muito simples, e com uma sandália também clara. Jason estava de camisa preta e bermuda azul. Alexandra estava com camiseta azul claro, e um uma bermuda jeans curta, estava realmente chamando atenção de quem observasse. Érico e Fred estavam respectivamente de camisa preta e branca e de calça jeans, escura.
Enquanto isso, Jason, Alexandra e Érico, estavam no mesmo parque, também fazendo um piquenique, parecia em paz. Então Jason cochicha alguma coisa para Alexandra, e está assente com cabeça.
Do outro lado do parque, Luca dizia:
–Nossa, que estranho, o meu irmão está tão calmo, e não está fazendo nada de errado, ou coisa assim.
–Talvez ele tenha desistido por hoje Luca- Disse Martha –Quem sabe?
–Eu não acho isso possível, realmente tem algo estranho,ele está muito qui...
De repente, uma cobra surge fazendo Martha se assustar, ela levanta gritando, ela odiava cobras, tinha uma verdadeira fobia por isso, quando se levantou, seu vestido agarrou na toalha do piquenique e derrubou toda a comida.
Então, vendo aquilo, Luca lembrou-se de que aquele parque não tinha nem sequer, um lugar para que as cobras pudessem viver, então disse:
–Alexandra, PARE!
Então a cobra se transformou em uma mulher, era Alexandra, então ela disse:
–Humm, você me descobriu, como estava o piquenique? Por um acaso eu assustei alguém? – Alexandra riu-se. – E você Martha, como se sente?
Enquanto isso Érico e Jason corriam para ver o que estava acontecendo, e Luca os vendo disse:
–Ahhh, seu idiota, eu sabia, você estava muito quieto, só poderia estar tramando mais alguma coisa, eu te odeio!
–Sua namorada se assustou? Nossa, mas que pena maninho Alexandra só queria fazer uma surpresa, só isso. – Jason riu, num tom sarcástico.
Nesse instante, Luca pulou em cima de Jason, derrubando-o, e dando-lhe vários golpes, que eram desviados rapidamente por Jason.
–Eu vou te quebrar! –Disse Luca com raiva.
–Apenas tente maninho, apenas tente. Disse Jason.
Jason se levantou e eles começaram a se lutar entre si como no boxe, enquanto Luca dava um soco no estômago, Jason desviava e tentava um golpe na cabeça do irmão, assim foi até quando Luca acertou um soco na cabeça de Jason, derrubando, mas enquanto caía,deu um soco no tórax do irmão,fazendo-o cair igualmente,mas inconsciente, quando Luca caiu, acertou o cotovelo na cabeça do irmão,fazendo este também ficar inconsciente.Então Martha disse agoniada:
–Luca!!– Disse Martha enquanto corria ao encontro do namorado no chão.
–Jason!– Disse Alexandra, enquanto fazia o mesmo.
Érico e Fred observaram entre si e disseram:
–Ah, eles ainda tem muito a aprender. –Enquanto ajudavam respectivamente Alexandra e Martha.
Aproximadamente uma hora depois, num quarto de hospital, Martha estava agoniada quase chorando em cima de Luca, que já havia recuperado a consciência.
–Por que você fez aquilo? Você poderia ter se machucado, aquele seu irmão é um bruto, olha esses arranhões, olha isso, nunca mais faça isso Luca. –Disse Martha num tom de preocupada.
–Seu burro! Como você pode ter levado um soco daquele fracote do seu irmão, e ter caído, como? Eu não arrumei um namorado para ter que ficar cuidando dele por causa de um irmãozinho muito mais fraco que ele, eu tenho que ter um homem, não um rato! –Disse Alexandra indignada e furiosa.
–Amor, não se preocupe comigo, eu vou melhorar, você vai ver, eu nem me machuquei tanto, olha só, nem foram arranhões tão fortes. –Disse Luca tentando acalmar Martha
–Eu não caí por que quis, mas aquele soco foi forte, mas não foi aquilo que me deixou inconsciente, foi aquela cotovelada dele na minha cabeça, e eu não sou um fracote, e meu irmão, ele... Argh, eu cuido disso depois, agora para de brigar comigo. –Disse Jason.
Enquanto isso, Érico e Fred entraram no quarto, cada um com flores e um bilhete. Fred se aproximou de Luca e deu o bilhete a ele, que dizia: ”Essas flores são para você, espero que melhore, eu me sinto muito sozinho aqui, mas isso vai mudar, em pouco tempo.Papai te ama!”.
Naquele instante do outro lado, Jason estava lendo o bilhete que chegara até ele por meio de Érico, este dizia: “Aqui é muito chato, mas em pouquíssimo tempo eu saio daqui, e você sabe nos poderemos fazer aquilo que você tanto deseja, bem, não se preocupe com o tempo, e acabe com ele, enquanto eu tento o mesmo aqui. De seu tio!”
Então, um silêncio reinou no quarto, até quando Luca e Jason foram envolvidos por uma conexão mental, e somente eles pudessem conversar, como se a mente dos dois fosse dominada e unida, então Jason disse:
–Você recebeu também, não foi?
–Sim, e você, percebeu né?
–É, ele está voltando.
–Não só ele, são eles, talvez, não, eu não quero pensar nisso.
–Sim, exatamente, tudo de novo. Eu espero que desça vez, o meu lado vença!
–Você sabe que eu vou impedir, entenda, eu nunca irei permitir que isso aconteça, nunca!
Então, parecia que tudo havia voltado ao normal, Martha voltou a conversar com Luca, e o mesmo com Alexandra a brigar com Jason.Fred e Érico estavam conversando também.
–É, pelo jeito eles já descobriram–Disse Érico.
–Eu sei, nosso trabalho vai começar de novo, mas eu ainda prefiro que você não converse comigo, principalmente você! –Disse Fred, parecia meio nervoso.
–Ok, tudo bem se não quiser conversar, mas você sabe que terá que falar comigo, querendo ou não,nossas conversas são importantes aos dois lados. –Disse Érico.
Luca e Jason foram para suas casas, Luca levando Martha e Fred, e Jason levando Alexandra e Érico. Luca se despediu de Fred, pois ele não morava com Luca, mas em outro lugar. E Jason simplesmente deixou Érico dormir em sua casa, pois ele nunca saía de lá.
Capítulo II: A festa
–Martha, anda logo, nós vamos nos atrasar! –Disse Luca ansioso.
–Eu já vou, deixe-me só pentear meus cabelos, não demoro–Disse Martha.
–Anda, por favor, Martha, a gente nunca chega atrasado!
–Tá legal,terminei, vamos, mas só uma pergunta, onde é a festa que nós escolhemos para ir hoje?
–Boa pergunta, deixa-meeu olhar na agenda, eu só me lembro que fica perto de Paris... É em uma cidade ali perto mesmo. Agora vamos
Então Martha e Luca saíram apressados em direção de um jatinho que os esperava, entraram, e então o jatinho saiu. Luca estava bem vestido, de terno, calça e gravata pretos, que contrastavam com sua camisa de botão branca, por baixo do terno. Martha estava com um vestido verde escuro, de babados e de um ombro só, que lhe conferia elegância e modéstia, e usava um salto prateado, muito bonito, e chamava atenção aos outros da festa.
Ao chegarem à festa, foram muito bem recebidos, muitos paparazzi tiraram fotos, muitas das pessoas da festa os cumprimentaram e acenaram,Luca e Martha respondiam a estes gentilmente.
–Martha, por que nos sempre somos recebidos assim em todas as festas? –Disse Luca, um pouco curioso.
–Bem, além de eu ser filha de um general dos Estados Unidos, e você a pessoa mais famosa do mundo por causa de você e seu irmão sempre brigarem, e terem poderes... Talvez seja por isso– Disse Martha, num tom quase irônico.
A festa estava ótima, muitos drinks, e petiscos a dispor, muitas músicas de boa qualidade tocando, pessoas gentis e elegantes na festa, tudo parecia estar ótimo. Então Luca perguntou a Martha:
–Você viu meu irmão por aqui?
–Não, estranho ele não estar te perseguindo hoje,talvez esteja em outra festa!
–Não, só tem essa festa hoje, eu acho que meu irmão não a perderia tão facilmente, tem algo muito estranho, ele deve estar planejando alguma coisa em outro lugar. Mas não vamos se preocupar com isso vamos festejar!
Quando Luca terminou aquela frase,o celular toca,era Fred:
–Luca, imagina quem está no Empire State? Seu irmão fazendo alguma coisa ali em cima.
–Sabia! Estava muito calmo aqui na festa, eu tenho que ir mesmo, a festa estava tão boa. –Disse Luca, triste.
–Sim, você tem que vir, ele pegou antenas refletoras, droga, tem cinco prédios, e observando daqui, sim, eles formam um pentágono, DROGA!Ele está fazendo uma magia, venha logo se puder Luca, ele vai atirar bolas de energia negra nas antenas, e estas vão refletir para o meio,quando isso atingir certo tamanho vai cair como um meteoro fantasma, que vai chegar até centro da Terra, e quando isso acontecer, a bola de energia irá explodir e simplesmente transformar tudo em caos e escuridão, você gostou? –Disse Fred, num tom bravo.
–Tudo bem, então já estou indo, vou de jatinho, vou pedir a alguém para me levar a Nova York, vai ser rápido. –Disse Luca, pensativo.
–Cria um portal e vem para cá, é muito mais rápido! –Disse Fred, nervoso.
–Eu não posso, meu irmão vai perceber, e vai descobrir eu chegando! –Disse Luca.
–Ok, mas venha logo, ele já começou a jogar as bolas de energia.
Então Luca desligou, e se dirigiu a Martha, e disse:
–Amor, eu tenho que ir, vou ter que deter meu irmão, de novo.
–Eu vou com você! Eu não quero perder essa luta! –Disse Martha, apreensiva.
–Não, você fica aqui para representar a gente, eu vou, te encontro em casa.
–Não, eu quero ir! Eu vou com você!
–Tente ei vocês dois aí, segurem ela! –Disse Luca para dois homens próximos
–Não deixe-a sair antes de que eu saia, entenderam.
Os dois homens respeitaram a ordem, já que Luca, mesmo novo,era muito poderoso,e tinha certo respeito no mundo.
–Me solte! –Disse Martha, gritando.
–Agora, você fique aí, até eu voltar, entendeu amorzinho.
Então Luca saiu, em direção de seu jatinho, e disse ao piloto para levá-lo a Nova York. Eles partiram.
–Tá, ele já foi, agora me solta. –Disse Martha, sendo respeitada pelos dois homens. –Eu vou matar o Luca, ele não pode fazer isso comigo, mas tenho uma idéia.
Luca chega em Nova York, e ao seguir até o lugar que Fred disse que estava, viu-o e disse:
–Pronto, agora me explique o que está havendo direito.
–Err... Luca, eu não tive como evitar... –Disse Fred, um pouco envergonhado.
–O que... Martha?!?!
–Oi amorzinho! –Disse Martha risonha.
–Mas como, o que, como você veio parar aqui? –Disse Luca, espantado.
–Bem, depois que aqueles dois homens me soltaram na festa, eu liguei para meu amado tiozinho,e pedi que ele pegasse um Kasa mais próximo da França,para me levar a Nova York, ele perguntou para que, eu disse que era para encontrar você, então ele mandou o Kasa, muito mais veloz que nosso jatinho, e aqui estou euzinha. –Disse Martha, rindo da cara de Luca.
Luca suspira e disse:
–Bem, eu não poderia evitar mesmo não é? Tudo bem, Fred, explica o que está havendo logo. –Disse Luca meio cansado.
–Bom, o plano que eu arrumei é simples, você desce lá em baixo, luta com seu irmão, destrói todas as antenas e pronto, fácil não? –Disse Fred.
–Tá legal, Martha, como você já está aqui, você pode proteger o Fred, já que, você sabe, ele não pode fazer nada daqui. –Disse Luca, já pulando do prédio onde estava.
Luca desceu do prédio, e viu o irmão dele, então gritou:
–Oi maninho, o que você está fazendo?
–Hã? Luca?! Você não deveria estar naquela festa? Droga! Suma daqui. –Disse Jason, nervoso.
–Bem, eu estava, mas um passarinho verde me contou que você estava aqui, fazendo coisas estranhas. – Disse Luca, ironicamente.
–Droga, aquele chato do Fred, mas agora que você está aqui, que tal uma luta. –Disse Jason, desafiante.
–Por mim, tudo bem. –Disse Luca, aceitando o desafio
Então Luca invocou sua Skyblade, que era uma lâmina cujo seu punho era feito de ouro, brilhava como a luz do sol, tinha algumas pedras no mesmo, pedras preciosas, a lâmina tinha forma de várias penas amontoadas, e era forjada a uma liga de bronze e prata,e alguns outros metais,que dava uma cor prateada com respaldo brilhante,era muito poderosa,e tinha uma luz interior,algo que tinha uma aura muito boa.
Ao mesmo tempo em que Luca invocava sua lâmina, Jason fazia o mesmo, invocava a Hellblade, uma lâmina negra, suas pedras eram vermelhas, cor de sangue puro, tinha o formato da Skyblade, não parecia ter sido negra desde o início, parecia que fora forjada por um ódio maligno, que qualquer um poderia sentir ao olhar, o mal que ela trazia podia fazer até alguém de mente fraca se submeter a aquela força, tão poderosa quanto a Skyblade, mas tão maligna quanto o maior dos males.
Então iniciava a luta, um atacava e outro defendia, até que Luca se lembrou que tinha que acertar as antenas, então disse:
–Maninho, não tenho mais tempo para ficar brincando aqui com você, daqui a pouco eu volto. –Disse ele, dando um salto para trás, e começando a correr nas paredes de um dos cinco prédios que formavam o pentágono.
Luca “guardou” a Skyblade, e invocou The Light Bow, que era um arco feito da luz pura, não tinha peso nem se parecia com algo material, era só luz, mas era poderoso, poderia destruir várias coisas, principalmente o alvo de Luca, antenas!
Vendo aquilo, Jason ficou nervoso, então usou a Hellblade para atirar raios de energia em Luca,tentando acertá-lo.Então Luca disse:
–Vai, me acerta! Olé, você errou, opa, de novo, vai lá maninho, você não consegue. –Disse Luca, caçoando do irmão.
Ao mesmo tempo em que falava com Jason, Luca já havia acertado duas antenas, e estava a ponto de acertar a 3ª, enquanto corria pelas paredes dos prédios. Quando Luca acertou a 3ª antena, Jason conseguiu, por descuido do irmão,acertar o prédio em que ele estava andando, rachando o prédio, fazendo um pedaço se desprendesse e caísse. Luca rapidamente, enquanto caía com o pedaço de prédio invocou a Skyblade, fincou-a no pedaço de prédio, empurrou sua lâmina para baixo e pegou impulso por aquilo, saltando do pedaço de prédio, nisso pegou seu arco, e atirou na 4ª antena, acertando em cheio. Ao terminar o salto em uma parede, Luca deu um mortal, caindo com sua mão no chão. E o pedaço de prédio caiu atrás dele, explodindo a última antena. Luca se levanta e diz:
–Trabalho concluído, viu maninho, muito fácil acabar com seus planos. –Disse ele, enquanto “guardava” seu arco e lâmina
–Argh, seu... seu.... eu vou te matar. –Disse Jason enquanto preparava um salto em direção de seu irmão.
–Acalme-se Jason, e pare! –Disse Érico, segurando Jason.
–Me solte Érico, agora! –Disse Jason, nervoso.
–Solte ele, eu quero quebrar a cara dele Érico, anda logo, me deixa acabar com a raça dele. –Disse Luca em posição de luta.
–Não, eu não vou deixar isso acontecer, olha o que vocês dois já fizeram! –Disse Érico, fingindo se preocupar com o mundo, e atirando uma coisa no chão.
A coisa no chão era algo que explodiu numa fumaça roxa, e depois dela se dissipar, Érico e Jason já haviam sumido.
–Ah, droga, eles foram embora. –Disse Luca, um pouco nervoso.
Luca olhou em volta, o céu estava avermelhado, e tudo estava destruído em volta dele, tinha prédios rachados e caídos, carros disparando o alarme, coisas pegando fogo, era um caos. Então Luca olhou sereno para aquela cena, e disse:
–Martha, vem cá!
–Ok. –Disse ela pensativa.
–Luca, não gaste toda a sua energia, por favor. –Disse Fred, preocupado.
–Martha, por favor,me ajude com isso,concentre-se para que possamos concertar esse estrago,por favor. –Disse Luca sereno e concentrado.
–Tudo bem. –Disse ela, se concentrando.
Então, uma luz surgiu entre Luca e Martha, era uma bola, que cresceu e cresceu até quando conseguiu atingir um tamanho proporcional ao estrago feito. De dentro da bola, ouviu-se Luca e Martha dizendo, em coro:
–REPAIR!
Então a luz esfumaçou e tudo em volta voltou ao normal, então Luca caiu, no chão, quase inconsciente.
–Luca! –Disseram Martha e Fred.
–E.... u.. es..tou be...m. –Disse Luca,cansado.–Não... se.. pre..ocupem com...igo.
Então Martha e Fred pegaram Luca, e levaram ele para casa, foram de jatinho, como sempre. Martha e Fred permaneceram com Luca até quando ele melhorou, quase três dias, depois disso Fred voltou para casa e Martha ficou ainda cuidando de Luca.
Capítulo III: Confusão em Miami
Jason e Érico estavam discutindo sobre alguma coisa, com certeza não era algo bom. Érico dizia:
–Bem, possivelmente, se aquele chato do Fred não perceber, poderá ser lá em Miami Beach.
–E claro, se meu irmão não intervier.
–Não se preocupe, só temos que levar a Alexandra conosco, e assim teremos paz se ela conseguir contê-los longe de onde estivermos trabalhando.
–Ok, eu entendo. Alexandra! Vem aqui, você pode ir com a gente na praia de Miami, para que você possa “dar um jeito” de que meu irmão não me atrapalhe?
–Claro amorzinho, isso não será problema. –Disse Alexandra, excitada com a ideia.
Ao chegarem a Miami Beach, Jason percebeu que a praia estava cheia, e sabia que não conseguiria fazer nada ali com aquele montante de gente. Então gritou:
–Pessoas da praia, sem querer ser muito incomodo, mas eu preciso destruir ou dominar o mundo por aqui, vocês poderiam fazer a gentileza de sair civilizadamente da praia para que eu possa realizar esse feito?
As pessoas nem reagiram, simplesmente voltaram a relaxar, sem se preocupar com Jason. Então um pouco alterado ele disse:
–Vocês não iram cooperar, vocês tem certeza? Já que não querem do jeito fácil, vamos pelo difícil.
Então, Jason se concentrou, e invocou uma bola de energia, jogando no ar. Essa bola se desfez em pedaços menores, como gotas de chuva. Ao caírem no chão, essas “gotas” se transformaram em pequenos soldadinhos, que começaram a irritar as pessoas. Realmente, aqueles soldadinhos eram mais que irritantes, eram magos, e criaram o pânico entre as pessoas ao usar das crianças como fonte de inspiração, fazendo desaparecer, e voltar como soldadinhos. O efeito sobre as crianças durava alguns segundos, mas as pessoas criaram o caos durante aqueles meros segundos, evacuando a área, com as crianças.
–Muito obrigado senhores, espero sempre encontrar com pessoas tão compreensíveis quanto vocês, muito obrigado mesmo. –Disse Jason em tom sarcástico–Agora vamos começar o trabalho, Érico o que eu tenho que fazer?
–Temos que--
Enquanto isso, Luca estava com Martha, em casa, e Fred também. Eles estavam conversando:
–Martha!Que tal a Flórida, lá tem boas praias, e ótimos hotéis. –Disse Luca, cansado de dar tantas opções a Martha
–Não, mas que tal Miami?Lá tem uma temperatura ótima, um sol maravilhoso, e lindos hotéis. –Disse Martha, decidida.
–Luca, eu também acho uma boa ideia, vamos ir logo, antes que o sol se ponha.
–Disse Fred, também cansado.
–Tudo bem, vamos para Miami, mas sei lá,acho que isso não vai dar certo. –Disse Luca, já concordando com Martha
–Tudo vai dar certo amor, você vai ver o que de mal poderia acontecer? –Disse Martha, pensativa.
–Verdade, então vamos Luca, eu preciso tomar uma corzinha. –Disse Fred, já aprontando as malas com as roupas.
Então Luca, Martha e Fred saíram de jatinho, em direção da praia.
Enquanto isso, Jason estava fazendo desenhos na areia, eram símbolos, parecia estar acabando. Então disse a Érico:
–Tudo bem, e agora Érico?
–Simples, está vendo essas escrituras, você vai ler em voz alta, invocando as palavras em sua boca, como eu te ensinei, se concentre e as diga. –Disse Érico.
–Ok, mas e eu? Vou ter que impedir aquele jatinho que nós já conhecemos de vir? É por que, eles sempre usam aquele jatinho, e acho que de tanto falar de jatinho, acho que estou vendo um. –Disse Alexandra, um pouco receosa.
Alexandra estava certa, era o jatinho de Luca. Então ela correu até um lugar próximo de onde o jato iria parar,para interceptar a ida de Luca até a praia.O jatinho parou, e a porta se abriu. Então Alexandra disse, em posição de luta:
–Olha quem temos aqui, suma agora Luca, eu não quero você atrapalhando meu namorado!
–Alexandra?! O que você está fazendo aqui? Veio pegar uma corzinha, tudo bem que você é muito branca, mas não precisa exagerar e brigar comigo por vir à praia.
–Cale-se, eu não vim tomar uma corzinha, e não te interessa, somente suma daqui. –Disse Alexandra indo em direção de Luca com as unhas.
Enquanto isso, Jason estava lendo as palavras do livro, enquanto diziam, os símbolos tomavam uma cor brilhante na areia, um azul, e começaram a liberar certa energia que se concentrava no céu. Érico,segurando o livro,disse:
–Isso irá contaminar a água, e consequentemente, causar o caos no mundo, já que esses meros humanos precisam de água para viver!
–Érico, não se esqueça que você já foi humano, e que eu sou humano, eu só irei contaminar parte da água, o resto ficará em reservatório somente nosso, e os outros terão que pedir água a mim. Eu darei, mas eles terão que se tornar meus escravos, e assim dominarei o mundo.
A energia crescia e crescia, mais e mais. Enquanto isso, Luca estava “lutando” contra Alexandra, mas ele parou e disse:
–Martha, você pode tomar conta da Alexandra, eu preciso ver o que é aquela energia no céu, tenho certeza de que não é algo bom.
–Ok amor, Alexandra, preparasse! –Disse Martha, estalando seus dedos– Vamos ver quanto tempo você aguenta.
Alexandra vendo isso recuou, e voltou ao encontro de Érico e Jason. Luca e os outros a seguiram.Luca viu o que estava acontecendo,mas quem falou foi Fred:
–Ah, que droga, Érico por que você odeia tanto a humanidade, usando a magia Aqua Contaminus. Você sabe que já fomos humanos, você não deveria fazer isso, mas eu sei como te deter.
–O que eu devo fazer Fred? –Disse Luca, preocupado.
–Simples, lute com seu irmão para que ele pare de invocar as letras. Martha,desenhe esses símbolos para mim,na areia.
–Ok. – Disseram Martha e Luca, em coro.
Então Érico vendo aquilo, entregou o livro a Alexandra e disse:
–Jason, vá lutar com seu irmão, e tente impedir ele de fazer aqueles símbolos, e evocar qualquer palavra. Alexandra,segure esse livro para que eu possa ler.
Os dois assentiram sem nenhuma palavra. Jason foi ao encontro de seu irmão, invocando a Hellblade, Luca fez o mesmo com Skyblade. Então os dois começaram a luta, chocando as espadas entre si. Martha terminara de fazer os símbolos na areia. Então pegou o livro que Fred retirara de sua mala, e o abriu para que ele pudesse ler.
Fred começou a evocar as palavras, deixando os símbolos amarelados, e criando uma névoa dourada em volta da energia feita por Jason e Érico. Enquanto isso,Jason e Luca lutavam.Jason dizia:
–Esqueça irmãozinho, você vai perder. Essa energia irá criar o meu exército, e eu dominarei o mundo. Então você e seus seguidores terão de se submeter a mim, irão trabalhar e me adorar. –Disse Jason, risonho.
–Nunca, eu nunca irei me submeter a você, nunca irei permitir que domine o mundo, sempre o protegerei com toda a minha alma! –Disse Luca, nervoso e invocando o Light Bow.
Luca atira em Jason,que desvia,fazendo a flecha acertar um dos símbolos. Esse símbolo se apagou, se desfazendo na areia. Vendo aquilo, Fred gritou:
–Luca,agora eu me lembro,use suas flechas nos símbolos, eles deterão a energia de Érico e Jason, deixe o resto comigo. –Disse ele, voltando a evocar as palavras do livro.
Luca assentiu com a cabeça, e começou a mirar nos símbolos. Seu irmão começou a tentar impedir aquilo, então invocando Hamax, que era um martelo de um lado, e um machado de outro, seu punho era de madeira,mas o martelo de machado de prata,e brilhava muito,parecia muito poderoso.
Jason acertou a parte martelo no chão, fazendo-o rachar até seu irmão. Então este disse:
–Martelinho novo hein Jason, gostei, mas que tal você parar de me irritar, e me deixar terminar com isso logo? –Disse Luca, debochado.
–É irmãozinho, arminha nova, para acabar com você, e claro que você não pensou que eu iria permitir ser tão fácil não é mesmo? –Disse Jason, sereno.
–Verdade, mas tudo bem, só um desafio. –Disse Luca, olhando um símbolo abaixo de seu irmão.
Então Luca deu um mortal por cima de seu irmão, e em milésimos puxou uma flecha que acertou em cheio o símbolo, e fez o chão explodir, com consequência de Jason voando pelos ares, mas Jason conseguiu se reerguer e cair em pé, e Luca terminou o mortal da mesma forma.
–Você é bom Luca, não posso negar, mas muito menos permitir que você acabe com meus planos!–Disse Jason, seguindo em direção de seu irmão com o lado de machado do Hamax.
Luca rolou já atirando uma flecha em mais um símbolo. Então Disse:
–Fred, quantos faltam?Eu estou cansado! –gritou ele.
–Luca, olhe atrás de você, eu já estou acabando, só atire naquele e eu poderei terminar. –Disse Fred.
Érico percebendo o que Fred disse, gritou para Jason:
–Jason, impeça isso o mais rápido possível!
Jason pulou sobre o símbolo e acertou o martelo ao chão, rachando até Martha, que caiu.
–Martha!!! –Gritou Luca.
Fred Saltou com muito mais habilidade do que qualquer salto já visto pelos presentes, e segurou na mão de Martha, ajudando-a a se erguer e continuando a evocar a palavras.
Luca, aproveitando a distração de seu irmão e Érico, atirou no último símbolo. Fazendo com que este desaparecesse por completo.Então Fred disse:
–Luca, atire a Sky naquela energia, agora!
Luca atirou, a névoa que estava em volta da energia se uniu a Sky, que disparou o raio, acertando a energia, e a fazendo dissipar. Então Jason disse:
–Ah, eu te odeio Luca, você pode ter certeza, algum dia, eu ainda irei te derrotar!
–Pode tentar irmãozinho, eu já faço isso há quase sete anos, mais alguns anos não farão mal algum. –Disse Luca, rindo.
Jason, Alexandra e Érico desapareceram numa fumaça cinzenta. Então Martha disse:
–Ai, como seu irmão me cansa amorzinho, e aquela nojenta da Alexandra, insuportável, eu odeio ela, o que você acha de tomarmos nossa corzinha agora?
–Martha, sem querer ser inconveniente, já escureceu, e nós precisamos descansar! –Disse Fred.
–Fred tem razão Martha, vamos para o hotel, lá poderemos descansar amanhã nós podemos vir aqui, por favor. –Disse Luca.
–Tudo bem, eu não queria Miami mesmo. –Disse Martha, com voz de criança.
Todos riram, e foram para o hotel, cansados de mais um dia de trabalho.
Capítulo IV: Latim, e suas línguas
Fred e Martha estavam arrumando as malas, enquanto faziam isso, Luca dizia:
–Não, eu não quero ir, dizem que lá só tem pirataria. Dizem que eles jogam lixo nas ruas, e ocorrem enchentes. Eles falam uma língua difícil demais.
–Luca, pare de reclamar, nós vamos ao Museu da Língua Portuguesa e ponto final. E nem é tão longe, é aqui no Brasil. Do que você tanto teme Luca? –Disse Fred, tentando acalmar Luca.
–Eu não temo nada, eu... só não gosto de lá.Eu posso ficar aqui,e vocês trazem os livros para que eu possa estudar,aqui. –Disse Luca, ainda tentando convencer Fred.
–Amor, por favor, você vai conosco por que você tem que ler o português, é uma das línguas mais próximas do Latim atualmente, e vamos combinar que você não está nada bom em Latim. –Disse Martha, fechando a mala. –Toma, leva para o jatinho, e você vai, me ouviu bem?
–Tá bem, eu vou, mas se acontecer alguma coisa, a culpa será toda sua! –Disse Luca inconformado.
–Anda Luca, não temos tempo a perder, a viagem é curta, mas não iremos ficar muito tempo, você ainda tem que aprender outras coisas além de Latim. –Disse Fred, num tom imperativo.
Então eles seguiram para o jatinho. Enquanto isso Érico e Jason discutiam:
–Anda, você precisa aprender Latim, e aquela língua é muita boa para isso. Entenda que sem o Latim você nunca irá fazer algum ritual sem mim.Então vamos,ande logo,não quero perder o próximo voo. –Disse Érico.
–Tudo bem, eu vou, mas só por que você precisa também encontrar algum ritual novo, e possivelmente meu irmão não estará lá, ele odeia o Brasil, nunca entendi o porquê, mas isso não importa. –Disse Jason.
–Então vamos meninos. –Disse Alexandra, pensando que iriam ao Shopping.
–Alexandra, é que... nós não iremos ao Shopping, iremos a um Museu. –Disse Jason, um pouco envergonhado.
–O que?!Eu me arrumei toda para o Shopping e nós não vamos?!Jason, eu ainda te mato por causa dessas tuas aulas bestas de Latim! –Disse Alexandra, em fúria.
–Nós não temos tempo para chiliques ou coisas assim, vamos! –Disse Érico, terminando de assinar as passagens.
Eles foram para o aeroporto e conseguiu pegar o 1° avião, sorte a deles. Enquanto isso no jatinho,já havia quase 3 horas que estavam viajando,estranhando, Fred disse:
–Luca, para onde estamos indo?
–Para a China, não é lá que temos que ir? –Disse Luca, se fazendo de desentendido.
–Não, não é para a China, droga. Piloto, vire seu voo para o Brasil,imediatamente! –Disse Fred, nervoso com a atitude de Luca. –Não faça mais isso, você pode ter certeza que irei fazer muito pior com você Luca.
–Tá, tudo bem, eu errei, mas eu não quero ir para o Brasil. - Disse Luca, entristecido.
–Tudo bem amor, mas nós já discutimos isso, agora vamos e não fale mais nesse assunto, nem você Fred! –Disse Martha, consolando Luca.
Então o jatinho seguiu para o Brasil, mesmo atrasados eles iriam chegar lá. Já no avião...
–Alexandra, acho que vou sentar com você, meu passaporte é o 227, e o seu o 228, já o do Érico é 229. –Disse Jason, alegre.
–É pode ser, eu nem me importaria se fosse com outra pessoa. –Disse Alexandra, ainda ressentida pelo shopping.
–Ah, amorzinho não fica brava comigo, culpe o Érico que não planeja as coisas direito! –Disse Jason, tentando convencer à namorada.
–Tá legal, agora vamos entrar logo. –Disse Érico, nem um pouco preocupado com a discussão dos outros dois.
Então, ao entrarem no avião, muito grande por sinal, procuraram seus lugares. Por um azar tremendo, Jason não sentou com Alexandra, mas foi Érico. Jason estava ao lado de um homem de terno, com um cigarro, parecia estar muito pensativo. Érico e Alexandra observaram, quase rindo, a cena de Jason olhando para o homem, com uma expressão de “Por que você veio sentar justamente aqui!”.
O avião começou a decolar, passou-se uma hora de puro “nada para fazer”, então o homem de terno já no seu 3° cigarro, parecendo um pouco estressado com a demora, começou a brigar com Jason, sem perceber com quem estava falando:
–Suma da minha frente, agora, eu quero ir ao banheiro! –Gritou o homem.
–Eu não irei sair daqui, esse é o meu lugar, e é bom que o senhor pare de gritar comigo! –Disse Jason, que não respeitava muito as pessoas.
–Cale-se, e ande logo, eu não quero saber se esse é o seu lugar, eu quero sair, agora! –Disse o homem irritado e saindo empurrando Jason, e pisando em seu pé
Naquele instante, Jason abaixou a cabeça, e sussurrou:
–Eu espero que você esteja preparado para isso, ninguém mandou ser mal educado.
Jason se levantou, seguiu o homem, e o puxou já lhe acertando um murro. O homem o observou com dor, e o devolveu com um murro, que fora segurado por Jason, que agora virava a mão do homem, fazendo-lhe curvar-se. Após aquela cena, havia alguns repórteres no avião que perceberam Jason, então a jornalista disse:
–Gravem, gravem tudo agora, e ao vivo! –Disse ela, para as câmeras.
Os câmeras começaram a gravar, a luta parecia feia. Jason era muito bom naquilo, mas o homem parecia ser resistente, e não temia lutar. Enquanto isso, Fred estava com seu Iphone comunicador, com a TV ligada. Vendo que Jason estava lutando dentro do avião, disse:
–Luca, seu irmão está batendo num homem num avião. –Disse ele, parecendo não muito preocupado.
–Ah, tudo bem, o Jason não bateria em alguém sem motivo assim, ele é do mal, mas nem tanto. Esse homem deve ter feito algo a ele, por isso eu sempre digo: “Nunca perturbe meu irmão, ele é forte e poderoso, o único que pode perturbá-lo sou eu, por que posso me proteger dele e tenho poderes.”, mas ninguém acredita, e é nisso que dá. –Disse Luca.
Enquanto isso, no avião, Jason continuava batendo no homem, e resolveu atirar-lhe uma bola de energia, claramente nada bom. Ao erguer as mãos ao alto Érico o segurou e disse:
–Pare Jason, não mate esse pobre homem, ele nem sabia quem era você. E você recolha-se ao seu assento e pare de perturbar aos outros, Jason sente aqui, no meu lugar. Eu sento com ele.
Assim, os dois obedeceram. Até os jornalistas se sentaram, e se acalmaram. Então a viagem continuou com certo clima de tensão até o fim. O avião pousou em São Paulo, dali eles podiam continuar a pé, até o Museu da Língua Portuguesa. Eles foram até lá por meio de informações. Ainda no jatinho, Fred e Luca, também já mais calmos após Jason ter terminado de bater em pessoas no outro avião, esperavam até que a viagem deles terminasse também.
Fred pediu para que o piloto pousa-se no heliporto mais próximo. Assim que o piloto parou em um desses, eles desceram e seguiram a pé, também até o Museu. Ao chegarem lá, viram uma variedade enorme de livros, muitas salas, uma arquitetura incrível de madeira colonial. Após observar tudo, eles começaram a andar pelo Museu, a procura de livros que tivessem a grafia mais próxima do Latim, para que Luca pudesse estudar.
Do outro lado do Museu, entravam Érico, Jason e Alexandra. Seguiram logo para algum lugar onde estivessem escritos manuscritos sobre qualquer coisa fictícia, mas que para eles era muito real. As magias eram muito importante, mas poucos a sabiam usar,por isso que Érico sabia que iria encontrar isso naquela sessão.Mesmo assim,ao pararem para olharem os livros esbarram com outro grupo que também estava a procura de algo.
Era o grupo de Luca, espantados, Luca e Jason disseram em coro:
–Hã?Você aqui?
Os dois se entreolharam, não com certo ódio, mas com real espanto de verem-se no mesmo local. Então quebrando o silêncio, Luca disse:
–Por que você bateu naquele homem, no avião?
–Simples, ele brigou comigo, pisou no meu pé, e ainda achou que eu não era ninguém, então eu provei a ele quem manda ali. –Disse Jason, em resposta.
–Humm, mas bem, o que você está fazendo aqui?Também veio estudar Latim? –Disse Luca, talvez um pouco menos agressivo com o irmão do que o normal.
–Sim, mas... esqueça eu não vou te contar,é contra você! –Disse Jason, num tom um pouco mais cauteloso.
–Hã, o que você está planejando?A não, não você não veio aqui procurar mais um ritual, veio?Jason, eu odeio brigar com você, mas para a segurança do mundo vou ter que agir! –Disse Luca, já um pouco nervoso com o irmão.
–Sim, eu vim para isso também, se quer brigar, por mim tudo bem, mas qualquer coisa é culpa sua! –Disse Jason, invocando a Hellblade.
–Tudo bem, então vamos lá, vamos brincar de tiro ao alvo! –Disse Luca enquanto invocava o Light Bow.
Então Luca começou a atirar várias flechas em direção a Jason, que desviava fielmente. Então os dois começaram a correr pelas paredes do Museu, como numa perseguição. Luca atirava e Jason usava a Hellblade para reverter os ataques contra Luca, além de atirar alguns raios de energia. Luca também desvia desses raios, pulando e saltando pelas paredes. Vendo aquilo, Alexandra e Martha disseram:
–Lá vamos nós, de novo.
–Bem, o que temos a fazer além de tentar parar os dois Érico? –Disse Fred, estranhamente.
–Você, falando comigo?Que milagre é esse?Realmente eu não preciso parar ninguém. –Disse Érico, mas ao ver que Jason estava acertando os livros de Latim puro, pois ele enxergava muito bem, e viu que as letras eram do Latim continuou dizendo. –Esqueça, vamos logo Fred, eles estão destruindo o Museu!
Então os dois partiram atrás de Luca e Jason, numa velocidade incrível, mas ainda humana. Vendo aquilo os guardas do Museu começaram a perseguir Érico e Fred, mandando-os parar, sem sucesso. Luca e Jason vendo a situação pararam de correr pelas paredes e atirar, e então pularam em frente de Érico e Fred, que naquele instante foram alcançados pelos guardas que disseram:
–Eu vou mandar os seis para a cadeia, aqui não é lugar para essa bagunça, você destruíram um prédio público, admirado pelo mundo todo. Ou vocês vem conosco ou então terei de usar a força.
Luca e Jason olharam com um olhar desprezível para o guarda e Luca disse:
–Cala a boca, mesmo que você usa-se bazucas em mim, e no meu irmão você não iria pegar a gen...
–Ele quis dizer que nós iremos reparar tudo seu guarda, tudo bem? –Disse Fred fechando a boca de Luca.
–Se vocês conseguirem estão livres, mas não seu por quanto tempo, aliás, vai ser meio difícil reparar isso tudo. –Disse o guarda, um tanto cético.
–Deixe com a gente, é só você esvaziar o local, e sumir daqui que em uma hora ou menos, tudo vai estar no seu devido lugar.
O guarda assentiu e seguiu com os outros guardas, que esvaziaram o local. Então Fred disse:
–Tudo bem, agora Alexandra, Martha, Luca, Jason, se concentrem e usem o repair, isso não é um pedido é uma ordem, vocês quebraram o Museu inteiro e ainda queimaram alguns livros muito importantes, então o façam agora.
Os quatro assentiram e disseram em coro concentradíssimos:
–REPAIR!
Os livros, as estantes, as mesas e cadeiras começaram a se erguer e se arrumar sozinhas, os livros queimados foram reparados rapidamente, como se nada houvesse acontecido. Enquanto acontecia isso, algo estranho aconteceu, um livro se ergueu em uma fumaça esverdeada e brilhava constante. Vendo a cena, Érico gritou:
–Jason, Alexandra, sigam-me agora!
Então Alexandra e Jason seguiram a Érico que capturou o livro, e desapareceu junto aos outros numa fumaça cinza. Então Fred disse:
–Droga, era o livro que Érico queria, não estamos perdidos, só tenho que recuperá-lo e rápido, antes que ele ache algo importante lá dentro.
–O que poderia ter lá dentro Fred? –Disse Luca, preocupado.
–Bem, algumas magias só usadas há sete anos, se é que você me entende?
Luca abaixou a cabeça, triste, e seguiu com Fred. Eles estudaram dois dias,e voltaram para casa,sem nenhuma culpa.Mas ainda triste,Luca disse:
–Bem, será que aquele livro mesmo terá aquela magia Fred?
–Talvez, aquele tipo de fumaça esverdeada não é comum de aparecer em repairs. Mas talvez também não haja nenhum problema. Vamos esperar até que nós possamos invadir a casa do seu irmão e roubar o livro de volta.
Capítulo V: A invasão (parte 1)
Após os dois dias estudando no Brasil, Luca começou a discutir com Fred o que iriam fazer sobre o livro roubado por Jason e Érico, Fred dizia:
–Nós precisamos invadir a casa dele, é o único modo. Eu já tenho até um plano.
–Eles já devem ter se antecipado, devem ter armado a casa toda, para evitar qualquer invasão, meu irmão não é burro a tão ponto de deixar a casa aberta. –Disse Luca.
–Bem, sobre isso, eu tenho que dizer algumas coisas. Jason e Érico permaneceram esses dois dias que você estudou, meio que... err... congelados.. –Disse Fred, um pouco risonho.
–O que?! Mas como? O que você fez Fred? –Disse Luca, um tanto desesperado.
–Não se preocupe, nada acontecerá, eles só chegaram um pouco atrasados. Mas voltando ao assunto, Jason deixaria sim a casa aberta, por que primeiro,ele acha que ninguém vai ser tão idiota a tão ponto de invadir a casa dele, segundo,a única pessoa que pode é você, terceiro,ele acha que você nunca iria na casa dele,pois acha que você é mais fraco que ele,portanto estamos bem. –Disse Fred, explicando.
–Humm, bem pensando assim eu concordo.Tudo bem então, fale-me seu plano. –Pediu Luca.
–Ok, o plano é simples, a porta dos fundos da casa do seu irmão,fica em direção norte, seguiremos por lá,por o avião virá do sul,então ele nunca nos virá.Chegaremos pelos fundos, entraremos pela tubulação de ar e descobriremos a sala em que Érico guardará o livro, então cautelosamente entraremos na sala, pegaremos o livro,entramos de volta as tubulações e sairemos,simples? –Disse Fred.
–Meu Deus, é simples e prático,mas se o Jason ainda não chegou em casa,como encontraremos o livro,se está com ele?E outra coisa, como você conhece tanto da casa do meu irmão sem nunca ter ido nela? –Disse Luca, preocupado.
– Sobre a casa,bem, eu usei o Google Maps, é ótimo para entrar em vários lugares,até na casa de seu irmão.E o avião de seu irmão será descongelado em 3, 2 , 1...
Enquanto isso,no avião de Jason,agora descongelado, Érico gritava:
–Eu não acredito, ele usou a magia Frozen,no ar!Isso tudo para terem tempo de planejar tudo e até mesmo colocar uma bomba nesse avião, o Fred é mesmo um idiota, mas argh, eu queria que ele desaparece-se e parasse de me atormentar. –Disse Érico,nervoso.
–Agora só temos uma coisa a fazer,estamos molhados,temos que chegar em casa,e montar a guarda, pelo menos nós já estávamos próximos aos EUA quando fomos congelados,então chegaremos em casa,trocaremos as roupas,e seguiremos para proteger nossa casa.– Disse Jason, muito inteligente.
–Tudo bem,mas espero que cheguemos logo,pois estou com frio,eu te odeio Fred! –Disse Érico,ainda muito nervoso.
Enquanto isso,Luca, Fred e Martha entravam no jatinho,e Luca dizia:
–Não você não vai,você vai para casa,eu não quero que nada aconteça com você!
–Mas amor,eu não vou me machucar,eu só quero ajudar,eu juro que não vou atrapalhar em nada. –Disse Martha, persistente
–Aquela casa é muito perigosa, você não vai e ponto. –Disse Luca,incompreensível.
–Luca,deixe-a ir,ela poderá nos ajudar,qualquer ajuda é bem-vinda,se ocorrer alguma coisa com você eu não posso tomar o controle,então Martha a tomará. –Disse Fred,frio.
– Nossa Fred,você disse num tom tão sombrio,fiquei até com medo agora,o que pode acontecer comigo. –Disse Luca,assustado
–Você não sabe o que tem no livro, eu sei,e claramente não é nada bom... –Disse Fred.
– Nossa,tudo bem Martha,eu deixo você ir,mas tome cuidado.
Então eles seguiram para a casa de Luca,para lá então seguir para a casa de Jason,seria mais seguro. Até mesmo o jatinho teve de fazer uma manobra incrível para ir pelo norte,e não pelo sul.
Ao chegarem na casa de Luca, foi até mesmo rápido por causa do jatinho, não pegaram nada,apenas se preparam para ir psicologicamente.Então após alguns minutos,seguiram silenciosamente para casa que ficava em Nova Iorque próxima ao Time Square, sendo muito cuidadosos para não serem vistos pelas pessoas.
Chegaram aos fundos da casa,a primeira coisa que fizeram foi encontrar as tubulações,que não estavam muito longe dos fundos,entraram e começaram a “andar” por ali. Simultaneamente Jason,Érico e Alexandra chegavam pela porta da frente,encharcados e com frio.Logo se trocaram e procuraram um banho,mesmo sabendo dos riscos.
Luca e os outros chegaram a ver um tipo de biblioteca e pararam,então Luca cochichou:
– Esses são os livros do meu tio, ele deixou para o Jason,desde então ele os guarda nessa biblioteca, ainda deve lê-los muito.Aqui deve ser o lugar onde deixaram o livro que roubaram, ali tem...
Quando Luca parou de falar,a porta da biblioteca se abriu,era Érico, que estava com o livro e o deixou em um pequeno altar que parecia ser grego, pois era cilíndrico e tinha alguns sobressaltos por cima. Após Érico sair, Luca murmurou:
–Pronto,ele foi embora,mas deixou o livro naquele altar. Fred,devemos descer e pegar o livro certo?
–Certo,mas espero um pouco,para vermos se não haverá mais ninguém para vir até a biblioteca. –Respondeu Fred.
–Tudo bem. –Disse Luca.
Eles esperaram alguns minutos,sem fazer nenhum movimento brusco para não chamarem atenção.Ao perceberem que ninguém haveria de entrar ali, Luca desceu e fez um sinal para que os outros descessem também.Observando a casa, Luca constatou que ela tinha paredes de madeira colonial, antiga de um marrom escuro magnífico, o teto era de um tom dourado que parecia ouro,mas não reluzia como tão, até o chão que pisavam tinha elegância,era feito de um cristal transparente que brilhava quando a luz o tocava.
A própria biblioteca combinava com o lugar, tinha a mesma cor das paredes e carregava livros velhos,mas bem conservados pelo tempo. Luca então seguiu cautelosamente até o livro,os outros o seguiram, quando Luca tocou ao livro para pegá-lo um alarme altíssimo disparou e uma grande armadilha caiu,era um tipo de jaula que caiu e prendeu os três ao mesmo tempo.
Do outro lado da sala, a porta se abriu e dela saíram Jason, Érico e Alexandra e vendo a cena, Jason riu e disse:
– Bom dia maninho,como você se sente, depois de ficar preso em uma jaula? –Disse Jason, ironicamente– Bem, não tente nenhuma magia, pois não vai dar certo,eu posso lhe dizer que essa jaula foi feita de um material do qual nenhuma magia atravessa ou reflete, e só para você saber, eu a encontrei no livrinho legal que eu peguei na biblioteca.
–Ahhh, seu idiota, eu sabia que não seria tão fácil. Droga,nenhuma magia,eu te odeio Jason,mas pelo menos você não poderá me destruir. –Disse Luca,esperançoso.
–Ah maninho, não tenha tanta certeza disso,esse livro é muito legal e tem muitas coisas que eu realmente acho que podem te machucar,agora deixe pegar o livro. –Disse Jason rindo maleficamente.
Jason estendeu a mão, o livro tomou o mesmo tom verde que tomara da ultima vez que Luca o tinha visto, então o livro começou a flutuar e ir em direção da mão de Jason,como se aquele homem fosse seu mestre.Vendo aquilo, Luca disse:
–O que?! Mas como você fez isso?
– Ah maninho, você não sabe que livro é esse, é uma pena,mas não vou ter tempo de contar, bem vamos ver...hum achei vamos fazer essa magia aqui.Ela diz que pode destruir o poder de qualquer um em segundos,é como se eu pudesse retirar seu poder de luz maninho,ah e o melhor,eu ainda fico com o seu poder. –Disse Jason
Então ,erguendo as mãos, Jason começou a dizer algumas palavras e sua mão tomou a coloração esverdeada do livro e brilhou.Seus olhos começaram a soltar uma chama verde então Jason mirou em Luca com sua mão....
Capítulo VI: A invasão (parte 2)
Ao perceber o perigo que se encontrava, Luca pegou seu Light Bow e percebeu um espaço em que a jaula não cobria. Não pensou duas vezes, mirou corretamente e atirou uma flecha naquele instante. A flecha rebateu no chão de cristal, numa das paredes, quebrando um parte e um pedaço daquela madeira acertou Jason na cabeça,e um outro pedaço acertou a jaula, quebrando parte dela.
– Vamos agora Martha, Fred, não temos tempo para parar, vamos! –Disse Luca enquanto quebrava mais a jaula com o pedaço de madeira, já que seu Arco não fazia efeito algum nela.
– Ah, mas não vão mesmo. – Disse Alexandra, mudando para a forma de um urso.
–Ótimo, agora temos que lutar contra um urso, droga, Martha você cuida disso para mim? – Disse Luca– E Fred, pegue o livro e o deixe com você e corra. Vá embora depois nos encontramos.
–Ok. –Disseram Fred e Martha em coro.
Então Martha começara a luta com Alexandra, com um dos pedaços de madeira que haviam se perdido no disparo de Luca. Martha mirava a cabeça de Alexandra, mas era muito alto para ela, então subiu no altar onde estava o livro e agora se encontrava a jaula quebrada podendo acertar Alexandra com mais facilidade.
Fred corria em direção da saída, mas foi parado por Érico que surgiu do teto e disse:
–Daqui você não sai, pode ter certeza. Agora me responda, para que quer o livro?
– Isso não te interessa Érico. E quem vai me impedir você. Se algum dia eu perder para você o mundo acaba, literalmente. –Respondeu Fred, a altura.
– É isso que vamos ver senhor Fred, eu conheço você, assim como vice-versa, mas agora vamos lutar. –Disse Érico
Érico seguiu em direção de Fred, tentando acerta-lhe um soco na barriga, mas Fred mostrou habilidade dando um salto bem alto sobre Érico e lhe apunhalando pelas costas e voltando a correr em direção a saída, e ao chegar lá, simplesmente disse:
–Até mais, senhor Érico.
Érico estremeceu enquanto se levantava, e disse:
–Ele ainda se lembra...
Enquanto isso, a batalha entre Martha e Alexandra esquentava Martha já estava com dois pedaços de madeira contra as duas patas gigantes de Alexandra que a acertava sem dó nem piedade. E também havia se iniciado a luta entre Jason e Luca, já que sem o livro Jason só tinha a opção de lutar sem magias.
Nisso as lutas se estenderam até que Martha acertou um dos pedaços de madeira numa das patas inferiores de Alexandra, fazendo-a cair. Martha a deixou caída e seguiu até Luca, dizendo:
–Acabe logo com isso Luca, não temos tempo para ficar mais aqui, vamos!
–Tudo bem. –Disse Luca
Naquele instante Luca simplesmente acertou sua Skyblade no chão, soltando uma grande luz que cegou Jason por alguns instantes, nesse meio tempo Luca e Martha fugiram para as portas dos fundos. Chegando lá viram que Érico também estavam a espera deles,com um controle em suas mãos.Então disse:
– O Fred pode ter me enganado, mas vocês vão ficar aqui. Muahahahaha. –Disse ele apertando um botão no controle.
O botão fez com que as portas começassem a serem fechadas, e até mesmo as janelas, vendo aquilo, Luca disse:
– Segure na minha mão Martha, teremos de ser rápidos.
Então sem pensar muito, Luca e Martha correram pelas paredes próximas a Érico, o ultrapassando e antes que a porta se fechasse eles conseguiram sair fazendo uma manobra incrível que permitiu que os corpos dos dois se comprimissem e passassem. Vendo aquilo, Jason e Alexandra chegaram e Érico simplesmente caiu cansado ao chão.Decepcionados, somente pegaram e começaram a arrumar a bagunça que ocorrera.E lamentaram a perda do livro.
Do outro lado, Martha e Luca chegavam em casa, onde Fred já se encontrava na mesa, folheando o livro. Ao ver os dois chegarem chamou Luca com um sinal e disse:
–Luca, por favor, olhe para isso.
– Tudo bem, onde? –Perguntou Luca.
– Vê essa página, eu quero que a leia e depois me diga o que pensa dela. –Respondeu Fred enquanto saía da mesa e deixava o livro nas mãos de Luca com um olhar triste.
Luca pegou o livro, sentou-se e começou a lê-lo. Luca começou a prestar mais atenção a leitura e as imagens e começou a olhar de um jeito estranho para o livro. De repente, Luca parou de ler e disse com os olhos cheio de lágrimas, e cabeça baixa:
– Fred, Martha, deixem-me sozinho eu não quero mais ver esse livro! –Disse ele, seguindo para seu quarto.
–Mas Luc... –Disse Martha, sendo interrompida por Fred.
–Deixe-o ir, e não se preocupe, ele vai se recuperar, depois eu te explica. – Disse Fred mais frio do que quando estavam no Brasil.
–Tudo bem. –Disse Martha em tom baixo.
Então Martha e Fred deixaram Luca sozinho e foram dormir, ao fim de mais um dia de luta.
Capítulo VII: O dia sem Luca
Muitos dias se passaram e Luca não saía do quarto. Martha e Fred estavam preocupados, mas pelo menos ele ainda comia. Eles percebiam quando Luca saía do quarto de madrugada, mas rapidamente voltava para não ser pego. Ele estava realmente triste desde quando viu o livro.
Martha sempre perguntava a mesma coisa a Fred:
–O que tem naquele livro, me conte Fred, eu quero saber! –Dizia ela, um tanto nervosa.
– Martha, isso não tem importância, o único problema é se ele não sair mais do quarto, e o irmão dele atacar algum lugar, sem ninguém para detê-lo. –Dizia Fred, num tom frio, ele estava assim também desde dia do livro.
– O Jason, droga, eu havia me esquecido dele, me preocupei demais com o Luca, e esqueci o resto do mundo. –Dizia Martha, desapontada.
– Não se preocupe Martha, isso é natural, mas o Jason não fez nada... ainda... – Respondeu Fred.
Então os dois ficavam nessa mesma discussão durante toda a semana, enquanto Luca não saía do quarto. Eles realmente estavam preocupados com tudo que estava acontecendo. Mas enquanto isso, na casa de Jason rolava muitas discussões, bem piores:
– Ele não podia ter roubado o livro, ah que droga, como você deixou aquele idiota do Fred escapar Érico? – Gritava Jason, realmente nervoso.
– Eu não pude fazer nada, eu pensava que Fred já havia perdido suas habilidades de salto, e ele me surpreendeu com aquilo. – Respondia Érico.
– Sim, mas o que continha o livro? De tão importante? – Indagava Alexandra.
Érico e Jason se entreolharam e olharam com um olhar de desaprovação para Alexandra, como se ela tivesse feito algo de errado. Ela assustada respondeu:
– Nossa! O que eu fiz de errado de perguntar? Era tão importante assim aquele livro?
– Aquilo teria o poder de dominar o mundo em poucos instantes, além de eliminar de vez o meu irmão. – Respondeu Jason.
– Como?! E como nós perdemos aqueles idiotas de vista, Érico, seu idiota. – Respondeu Alexandra.
Jason e Érico botaram a mão na testa, pensando na idiotice que Alexandra acabara de fazer. Jason simplesmente respondeu irônico:
– E você acha que eu estou brigando com o Érico por quê?!Por que é legal, hum acho que não. –Respondeu Jason, calando a namorada.
Mas na casa de Luca tudo continuava na mesma, uma semana havia se passado e Luca não saía do quarto. Martha e Fred desistiram dois dias antes, e pararam de tentar fazer com que Luca saísse do quarto. Seus esforços foram em vão, mas ainda tinham confiança de que Luca iria sair alguma hora.
Mas recapitulando o que havia acontecido nos outros dias.
–Luca, saia do quarto, precisamos conversar!– Dizia Martha.
–Ele não responde Martha, esqueça,vamos tentar amanhã. – Disse Fred.
E assim foram todos os dias, até quando eles desistiram de vez. Sempre que batiam na porta, só podiam ouvir o silêncio do emancipava do quarto. Após completar uma semana do acontecido, na casa de Jason as discussões haviam parado. Jason disse para Alexandra:
– Querida, vamos a alguma festa hoje, não estou a fim de destruir meu irmão, somente relaxar.
– Tudo bem, pelo que eu vejo, hum, tem uma festa de casamento lá em Londres. Acha que devemos ir nessa? – Indagou Alexandra.
– Deixe-me ver, sim, ótima opção. Vamos nos aprontar para essa festa. – Disse Jason, enquanto tirava a camisa.
– Sim, então vamos. – Respondeu Alexandra, enquanto se dirigia para o chuveiro.
Após uma hora, os dois estavam prontos. Érico perguntou:
– Vocês querem que eu vá, estou um pouco cansado, eu gostaria de ficar aqui.
– Não precisa Érico, não vamos destruir ninguém, eu acho. – Respondeu Jason.
Os dois saíram e foram para o aeroporto, causaram alguma confusão por lá e pegaram o primeiro voo para Londres. Dentro do avião, nada diferente, mais confusão até que chegassem a Londres. Enquanto isso, na casa de Luca, Fred disse:
– Droga, o Jason começou a arrumar confusões, hoje temos trabalho, vamos comunicar ao Luca.
– Tudo bem, mas e se... ele não sair? – Perguntou Martha
– Bem, aí não teremos escolha alguma, a não ser ir no lugar dele. – Disse Fred, num tom frio.
Eles foram para a porta do quarto e bateram Luca não atendia, mas podia se ouvir barulhos da cama em seu quarto, como se ele tivesse corrido para cama antes que eles chegassem. Martha e Fred chegaram à conclusão de que Luca estava os ouvindo atrás da porta, já que ele correu para sua cama.
Então os dois começaram a falar:
– Luca, saia daí, seu irmão está arrumando confusões pelo mundo.
– É amor, sai, por favor, por mim. O mundo precisa de nós, e eu de você
– Anda Luca, sai logo daí, o seu irmão vai matar pessoas.
– Amooorrr sai, por favor.
Todas as suas palavras foram em vão, Luca não sairia tão cedo daquele quarto, após mais alguns minutos de tentativas em vão eles desistiram. Então eles tomaram uma decisão, chegaram perto da porta e disseram:
– Luca, já que você não vai ajudar o mundo, nós vamos! – Disse Fred.
– E se a gente não voltar, não se preocupe, a gente só está em outro plano. – Disse Martha.
Os dois saíram e foram para o jatinho. Enquanto isso, após o avião ter chegado a Londres e Jason e Alexandra já estavam quase chegando à festa. Ao se aproximarem, os olhares das pessoas estavam virados para eles, e sussurros podiam ser ouvidos a todo o momento:
– Aquele não é o Jason, oh não, a festa está arruinada.
– Não é o irmão do Luca, o que ele faz aqui, está querendo arrumar briga com alguém?
– Estamos perdidos, com o Jason aqui, ele provavelmente vai acabar com a festa.
Jason e Alexandra chegaram à festa, os olhares para eles eram de medo, e raiva. Mesmo assim, os dois não se incomodaram e seguiram para o salão, dançar. Ficaram lá por um bom tempo somente dançando, ninguém se atrevia a dizer uma palavra próximo deles. Alexandra estava trajada de um vestido negro, de babados e um ombro só, brincos e anéis de cristal e sei cabelo estava preso, num estilo coque dando um ar de elegância a ela.
Jason trajava um terno preto e gravata borboleta, usava um relógio marrom, de marca, sua calça era preta assim como o terno, discordando com seu sapato marrom escuro, além de um anel de ouro branco, sua camisa interna era branca. Assim como é comumente encontrada.
Algum garçom desastrado teve a infelicidade de tropeçar em um tapete, e derrubar vinho em Alexandra, quase ao final da festa. Jason se virou, com um olhar terrivelmente raivoso. O garçom se levantou rapidamente e olhando para Jason, saiu correndo com medo. O olhar de Jason o seguiu e ele invocou uma grande bola negra, que emancipava energia para todos os lados. Ainda com seu olhar para o garçom, mirou e jogou a grande bola.
Mas foi surpreendido por ataque que destruiu a bola. Era Martha, que havia chegado, Jason olhando para ela ele disse:
– Boa noite Martha, como está? E o Luca, não veio, ah é, ele deve estar mal depois de ter lido aquele livro, que você me roubou, se lembra?
– Argh, sei idiota, então você também sabe o que tem no livro para ter deixado ele naquele estado. Você não vai machucar ninguém aqui! – Respondeu Martha, nervosa.
– Não preciso machucar ninguém, apenas acabar com quem me impede de dominar o mundo, como você, aquele idiota do Fred, e meu maninho depressivo. – Disse Jason, irônico.
Então Martha viu Alexandra, e voou para direção da mesma, atacando-a. Alexandra desviou, e acertou um soco nas costas de Martha que revidou com uma perna no rosto de Alexandra.
Observando a cena, Jason se distraiu, e Fred apareceu-lhe de surpresa, acertando um olho. Jason caiu no chão, e Alexandra também. Os dois nervosos voltaram a atacar seus alvos, agora furiosos para acabar entre eles. Jason golpeava Fred com socos, e às vezes até mesmo com pequenos raios de energia, mas em vão, pois Fred desviava e acertava Jason por trás, após algum pulo bem sucedido.
Alexandra já tentava acertar pequenos dardos que guardava nos bolsos em Martha que pulava que acertava a inimiga com voadoras fazendo-a cair. Mas mesmo assim, Fred se distraiu por um instante e Jason lhe acertou em cheio, deixando-o inconsciente. Martha ao mesmo modo olhou para Fred caído e foi acertada por um soco de Alexandra.
Martha caiu e verificou que estava com a boca sangrando. Jason a observou e disse:
– Agora é o seu fim, e de seu amiguinho Fred!
Jason ficou com os olhos mais negros do que nunca, e invocou uma bola negra, mais negra que a escuridão da noite, e mirou em Martha e Fred. Sem piedade ele lançou a bola naquela direção. O fim seria naquele momento, naquele instante Martha apenas pensou: “Luca, eu te amo”...
Mas uma enorme flecha de luz apareceu do alto, acertando a bola em cheio e destruindo-a em vários pedaços de energia. Era Luca que aparecia por entre a escuridão.
–Luca! É você amor!Você voltou. – Disse Martha, com lágrimas nos olhos.
– Sim, eu voltei, percebi que eu não poderia deixar a minha amada nas mãos de um vilão tão terrível quanto meu irmão. Aliás, eu também te amo Martha. – Disse Luca, dando uma piscadela para Martha
– Argh, seu idiota, suma daqui, volte a sua depressão seu desgraçado, era meu momento de vencer, era minha vez de ganhar enfim de você. – Respondeu Jason furioso.
– Ah, você maninho, eu nem preciso de muito. – Disse Luca, enquanto uma áurea luminosa cobria seu corpo.
Luca pegou seu Light Bow, e atirou três flechas consecutivas em seu irmão, elas foram tão velozes que atravessaram o chão. Jason estava derrotado, por enquanto, Jason disse, com muita dor:
– Seu... i.. di..ota eu i..rei ...te ma..t...ar. – Disse Jason enquanto se desfazia em uma nuvem escura, com Alexandra.
– Tudo bem Martha? – Perguntou Luca
– Amor, mas, como? –Martha disse
– Como o que? Eu ter aparecido, tudo que eu disse foi real, e obrigado pelo eu te amo, aquilo me acordou. – Disse Luca.
– Hã? Você, mas como você escutou o meu “Eu te amo”? – Perguntou Martha.
– Eu não sei Martha, a única coisa que sei é que quando ouvi o seu “Eu te amo” eu vim parar aqui, e vi quando meu irmão disse aquilo. Então meu corpo foi coberto por uma áurea de luz, e meu arco apareceu em minhas mãos, eu só atirei.
– Nossa, que ligação incrível. Obrigado amor por ter me salvo. – Disse Martha, ainda chorando um pouco. – Agora me deixe curar o Fred.
Martha se dirigiu ao corpo de Fred, e colocou suas mãos sobre seus ferimentos. Uma luz verde saiu de suas mãos, e começou a contornar o corpo de Fred, os machucados iam sumindo enquanto a luz passava. Até que Fred abriu os olhos, ainda um pouco fraco, disse:
– Hã? Martha, Luca, o que vocês fazem aqui, vão para casa, eu cuido de mi... – Disse Fred, enquanto caía nós braços de Martha, cansado.
– Não, você vai conosco, você não vai se cuidar sozinho nessas condições, ande vamos. – Respondeu Martha, enquanto colocava Fred nos braços de Luca.
Eles voltaram para casa, e ficaram cuidando de Fred por um tempo. Eles permaneceram um bom tempo em paz, até que...
Capítulo VII: Treinamento
Em apenas dois dias, Fred já estava totalmente curado, graças aos cuidados que Martha teve com ele. Ele então esperou por Luca, que fora para o mercado, comprar o estoque daquele mês. Quando ele chegou, Fred disse-lhe:
–Luca! Você se lembra quando treinávamos?
–Claro! A gente fazia isso quando meu irmão não ficava tentando destruir o mundo a cada dois segundos da minha ausência. Mas porque você está me perguntando isso? –Respondeu Luca, sorridente.
– Bem, já que pelo jeito seu irmão deu uma trégua, e não está fazendo nada de ruim por aí pelo que eu saiba, eu decidi que vamos ter que treinar, já que eu percebo que você ainda falhando em suas habilidades. – Disse Fred, com um olhar determinado.
– Onde eu estou falhando? Eu até agora não sofri nenhum ataque real do meu irmão sem defendê-lo posteriormente. –Disse Luca, preocupado.
– Você quer mesmo saber? Seriamente, você anda sendo pego muito de surpresa, e por muito pouco não recebe um ataque de seu irmão. Você acha isso normal? – Respondeu Fred.
–Tudo bem, você está certo, mas onde vamos treinar? – Perguntou Luca.
– Haha, sabia que iria perguntar, vamos para a minha casa primeiro Luca, depois você irá entender tudo. – Disse Fred, deixando Luca um tanto chocado.
– A sua casa?! Mas como assim, aquele lugar é de muito pouco espaço, onde iremos treinar? – Responde Luca, nervoso.
– Acalme-se, e vamos! Antes que o tempo se vire contra nós! – Disse Fred, decidido.
– Tudo bem, eu confio em você. – Disse Luca, já seguindo Fred até o heliporto.
O jatinho saiu, seguindo para a direção da casa de Fred, não era num bairro muito bonito de se ver, era até mesmo, desconfortável o lugar. Mesmo assim, eles se dirigiram para lá, sem o mínimo de atenção para tais detalhes. Chegando lá, Fred disse:
–Chegamos! Essa é minha casa Luca, pode parecer um museu para você, mas é aqui que eu vivo!
– Como imaginei pequena e velha, como você pode me trazer para cá? – Luca, pare de desmerecer minha casa, antes que eu fique nervoso contigo. Venha, vamos até o porão!
– O porão, cada vez mais eu acho que você está ficando louco! O que tem no porão?
– Siga-me Luca, apenas isso.
Luca, mesmo contra a própria vontade seguiu Fred, chegando ao porão, ele constatou que era um lugar todo empoeirado, e cheirando a mofo. Luca não se sentia bem ali, até mesmo tossiu um pouco, pois havia aspirado a poeira do local. Fred, no entanto, parecia muito bem ali, ele nem ligava para o mofo, ou a poeira, parecia que aquele lugar era um templo para ele.
Parando em certo ponto, Fred começou a mexer em alguns livro, e até mesmo no chão, parecia algum tipo de código, de tão rápido que ele mexia, nem mesmo olhando para o que fazia. De repente, a parede se abriu, revelando uma enorme sala, com o tamanho de um campo de futebol. Assustado, Luca disse:
– O que?! Que lugar é esse? O que é isso Fred? Eu exijo explicações!
– Luca, esse é o meu campo de treinamento, e você vai entrar aí, para que possamos treinar!
– Eu? Eu não vou entrar aí! Eu não quero.
–Luca, pare de pirraça, nem quando você era menor ficava com medo de entrar aí.
Luca se assustou, e acabou revelando em sua mente, lembranças de um passado mórbido, era ele, usando a Skyblade naquele mesmo campo, lutando com pequenos bonecos que estavam naquele campo, desviando de chamas, e de até mesmo, ataques frontais de lâminas que apareciam do ar. Vendo a situação de Luca, Fred lhe chamou atenção e disse:
– Agora que você se lembra, entre, e pare de reclamar!
Luca entrou, e então a porta atrás dele, se trancou, e Fred surgiu num tipo de cabine, no canto do campo. Usando o microfone que havia lá dentro, Fred disse:
– Como lhe disse Luca, irei treinar suas habilidades, as de salto, de desvio, e as de atenção. Prepare-se!
Dizendo isso, Luca ficou em posição de batalha, e invocou a Skyblade, e disse a si mesmo: “Então vamos lá!”
Na sua frente começaram a surgir enormes pilares, um do lado do outro. Percebendo de que se tratava de saltos, e desvio, Luca começou a correr por entre os pilares, e saltou por entre eles, desviando dos que surgiam, tendo alguma dificuldade para o mesmo, mas aperfeiçoando aquela habilidade, quanto mais fazia, mais melhorava, e isso deixava Fred feliz, que sorrindo, só ia apertando botões, e puxando alavancas fazendo surgir mais e mais obstáculos.
Luca saltava, por cima dos pilares, desviava dos que surgiam rapidamente, já parecia mesmo com um ninja, de tão rápido que se encontrava. Percebendo o aumento da velocidade do discípulo, Fred apertou um único botão, fazendo todos os pilares desaparecerem. Então disse:
– Luca, agora que você aprendeu a desviar incrivelmente bem, e fazendo os enormes saltos que deu agora um pequeno desafio. Prepare-se! – Disse Fred, já apertando um botão que fez surgir um tipo de monstro do nada.
Luca vendo que o aquele realmente seria um grande desafio invocou sua Skyblade, enquanto já desvia de um dos socos do grande monstro. Luca fechou os olhos, conseguindo perceber a presença do monstro e sua posição, Luca dá um grande salto por cima do monstro, caindo por trás das costas do monstro, segurou a Skyblade contra as costas do mesmo, fazendo-lhe cair em sua própria dor.
Luca sabia que não seria tão fácil, e já se virando, viu o monstro jogando as duas mãos contra ele. Luca rolou para o lado, não sendo acertado por milímetros. Luca sabia que era hora de aprender a ter mais atenção sobre o inimigo, então raciocinou por um tempo, e fechou os olhos, sabendo que daquela forma poderia “ver” os movimentos do monstro sem erro.
Foi tiro e queda, o monstro tentava atacar Luca, e ele desviava sem o mínimo de dificuldade. Sem mais delongas, Luca percebeu que quando o monstro se encontrava cansado, viu que aquela era sua chance, e deu ao monstro um ataque final, no meio do peito. O monstro caiu no chão, e dissolveu-se em luz, desaparecendo por completo. Percebendo que Luca já havia aprendido a lição, Fred apertou outro botão, fazendo com que a porta se abrisse e a cabine voltasse ao seu lugar original.
Os dois se encontraram na porta, e Fred disse:
– Parabéns Luca, seu desempenho foi incrível! Você aprendeu tudo que precisava hoje, pelo menos por enquanto.
– Muito obrigado Fred, e... desculpe-me sobre as minhas palavras hoje, eu não fui inteligente o bastante para entender o que você queria me dizer. – Disse Luca, chateado.
– Ah, não se preocupe com isso. Agora vamos para sua casa, para que você possa contar a Martha suas “aventuras” de hoje, ela vai ficar uma fera quando descobrir que você não a chamou para vir contigo.
– Ai meu Deus, a Martha! Ah Fred, você sabia disso e não me lembrou, ela vai me matar!
– Não se preocupe, eu arrumo alguma desculpa para você!
– Obrigado Fred!
Os dois seguiram para casa. Felizes pelos seus feitos, e claramente levaram uma enorme bronca de Martha ao chegar, mesmo com todos os argumentos de Fred, ela sempre os deixava atordoados de tantas palavras. Mas, enquanto isso, Érico e Jason estavam planejando alguma coisa, pois ambos não fizeram nada durante todo aquele tempo. Ninguém se preocupava com aquilo...
Capítulo X: O tempo passa
Capítulo IX: Ataque as montanhas geladas
– Luca, você percebeu que seu irmão até agora não atacou nada, nem ninguém, ou o mundo? –Disse Fred, estranhando o fato.
– É verdade, desde quando eu salvei a Martha daquele incidente promovido por ele. Eu acho que você deveria investigar isso Fred. – Disse Luca, um tanto preocupado.
– Talvez, vou ver com minhas fontes onde ele está. – Disse Fred enquanto se conectava a um site em seu celular.
Após alguns segundos da conexão com o tal site, Fred tornou para Luca dizendo:
– Luca, observe que estranho, de acordo com minhas fontes, ele está com um casaco e com alguns equipamentos para escalada, e está se dirigindo às montanhas geladas.
– Para as montanhas geladas, ele odeia gelo! Isso está muito estranho, acho melhor nós irmos até lá ver o que está acontecendo. – Disse Luca pegando seu casaco, e acordando Martha.
– O que foi Luca, ai, por que me acordou? – Disse Martha, meio aérea por causa do sono.
– Vamos, temos que ir até as montanhas geladas, meu irmão está lá. – Disse Luca, com pressa.
– Mas seu irmão não odeia gelo?... – Disse Martha ainda sonolenta.
– Ah, eu te explico na viagem, pegue seu casaco e vamos. – Disse Luca.
– Já estão prontos? Luca, acabo de me lembrar que nas montanhas geladas há um pequeno vilarejo um pouco abaixo dele. Jason possivelmente deve estar planejando algum ataque ao vilarejo. E Érico não está lá, estranhamente ele se encontra em casa, quero dizer, na casa de Jason. – Disse Fred, se preparando para sair.
– Hmm, um vilarejo não é? Meu irmão é um hipócrita, ele pensa que eu não sei que ele está tentando arrumar confusão por lá. Vamos Martha! – Disse Luca, saindo atrás de Fred.
– Tudo bem, me esperem! – Disse Martha correndo atrás de ambos.
Os três embarcaram no jatinho, que já se encontrava ligado, e pronto para levantar voo. Não demorou muito para fazê-lo, seguindo em direção das montanhas.
Aquele era um lugar lindo de se ver a certa distância, o gelo refletia os raios de sol que vinham do horizonte, juntamente aos rios que se encontravam na parte baixa das montanhas. O vilarejo parecia calmo, pessoas pegando comida, outras acendendo o fogo, algumas cortando madeira, por fim, algumas crianças brincando, felizes.
Luca e Martha olharam admirados para aquela visão incrivelmente bonita que viam. Chegaram a quase cair, de tão distraídos que estavam com a paisagem, sendo segurados por Fred, que lhes deu uma pequena repressão. Não muito longe, se encontrava Jason,e Alexandra subindo uma das montanhas, Luca e Fred olharam com raiva para a cena, os dois pareciam estar com algum plano maligno para acabar com a paz do lugar.
O jatinho pousou, próximo ao vilarejo. Ao chegarem nele, Luca foi reconhecido pelos moradores, e eles começaram a lhe cumprimentar, e pedir autógrafos. Luca sem muito tempo disse-lhes:
– Gente, sem querer ser mal educado, mas o vilarejo de vocês está em perigo, e o meu irmão está subindo uma das montanhas! Preciso detê-lo.
Um homem, um tanto velho, andou até Luca, e por onde passava, os moradores lhe abriam caminho, como se ele fosse um rei ou um Deus. Se aproximando dele, o homem disse:
– Luca, por favor, ajude nosso vilarejo, eu lhe imploro que impeça a maldade que seu irmão planeja. Após observar seus movimentos e equipamentos, percebi que ele irá explodir o cume da montanha, fazendo uma grande avalanche cair sobre o nosso vilarejo. Por favor Luca, eu lhe peço que não deixe isso acontecer, por favor.
Vendo o desespero do homem, Luca se ajoelhou e lhe disse:
– Pode deixar, irei fazer o possível, cuide deles enquanto eu estiver lutando. Fred, Martha, permaneçam aqui, caso ocorra alguma coisa, tirem os moradores daqui e os levem para algum lugar seguro. – Disse ele, determinado.
O homem voltou para onde estava, e os moradores o seguiram. O mesmo fizeram Fred e Martha, que se despediu de longe de Luca. Ele olhou para cima, vendo que seu irmão já havia quase chegado ao topo, fechou os olhos, e ficou um segundo naquela posição, de pensamento, abriu os olhos, que pareciam estar realmente com raiva, e começou a saltar pelos pequenos sobressaltos do chão, até pular sobre montanhas baixas e enfim chegar próximo a montanha onde Jason estava escalando.
Não demorou muito até que Luca chegasse ao cume, seu irmão ao mesmo modo, conseguiu chegar, e olhou para seu irmão, com ódio nos olhos. Então disse:
– O que você faz aqui, idiota? –Disse Jason, nervoso.
– O de sempre, acabar com sua insolência. – Disse Luca, já preparando algum tipo de ataque.
– Tudo bem, eu irei dar uma pequena pala do que irei fazer. – Disse Jason, enquanto invocava sua Hellblade, e se defendia do salto em vão que Luca havia feito. –Eu irei atacar essa montanha até que eu consiga fazer com que uma grande avalanche aconteça.
Luca, nervoso com as palavras do irmão, invocou sua Skyblade e tentou lhe atacar, rapidamente, mas seu irmão foi rápido demais, desviou do ataque, e ainda lhe deu uma cotovelada, fazendo-lhe cair.
–Idiota, eu também treinei, durante as “férias” que eu dei para você. Você não irá conseguir me deter hoje, eu aprendi que com meu ódio no auge, eu posso fazer mais do que um simples ataque, mas como você demonstrou aquele dia, um ataque triplicado. – Disse Jason, enquanto ascendia as mãos e invocava uma bola de energia.
– Eu irei te impedir! – Disse Luca com um enorme ódio no coração, e tentando acertar mais um corte em Jason, mas sendo recebido por um soco,e um chute para baixo, que lhe acertou o pescoço, causando grande dor.
– Hahahaha, eu descobri seu ponto fraco, você , ao contrário de mim, precisa de calma para fazer seu ataque ficar forte, e o ódio lhe deixa mais fraco, até mesmo que sua namorada inútil. Eu só preciso estimular isso em você que vencerei triunfalmente! – Disse Jason, saltando e descendo com seus pés sobre as costas de Luca, deixando-lhe imóvel.
Luca estava deitado, praticamente morto ao chão. Ele mesmo com seus olhos abertos estava cansado, e não aguentava mantê-los assim. Então simplesmente os fechou, e murmurou:
– Martha, me desculpe...
Martha estava seguindo o homem, quando sua cabeça deu um estalo e ela caiu. Fred ao ver a cena, segurou-a e disse:
– Martha! O que foi?
– É o Luca, ele precisa de nós. Temos que voltar, eu sinto que ele não está bem. Vamos, precisamos ajudá-lo.
– Tudo bem, eu vou Martha, continue a seguir o homem, eu irei até Luca e o ajudarei. – Disse Fred, deixando Martha sobre os cuidados dos moradores, que pararam e voltaram até seu vilarejo, para conseguirem cuidar de Martha.
Fred seguiu o rumo, até as montanhas, e dando saltos muito maiores do que os de Luca, não demorou até chegar ao cume da montanha, vendo que Jason estava com uma grande bola negra se preparando para jogá-la no centro de uma das montanhas. Ele vendo que Fred havia chegado, não hesitou e jogou a bola. Fred gritou:
– NÃOOOOOOOOOOOOOOO!
A bola acertou em cheio uma das montanhas, fazendo com que uma grande avalanche começasse a cair. Vendo a cena e olhando para Fred, que se encontrava parado, como se aquilo houvesse lhe traumatizado, Luca não ficou mais nervoso, mas ao contrário, ele se acalmou e levantou-se. Ao fazê-lo disse:
– Jason, você não tem coração.
Nem mesmo prestando atenção as palavras do irmão, Jason ria, e quanto mais próximo da vila a avalanche se aproximava, mais ele ria. O grupo de moradores viu a avalanche chegando, mas já era tarde, eles não tinham para onde fugir, Martha, mesmo mal, viu a cena, e se levantou, mesmo sabendo que não poderia fazer nada.
Então, a grande massa de neve parou no ar, e foi envolvida por uma bola de vento, que era possível ver, em torno dela. Então dentro daquela bola de vento, começou a haver um verdadeiro trituramento de gelo, o ar se tornou uma lâmina que cortou o gelo em milhares de flocos, que caíam sobre o vilarejo.
Vendo a cena, Jason, Luca, Fred, Alexandra, Martha, os moradores da vila e até mesmo o homem velho, começaram a olhar em volta, a procura de quem pudesse ter feito aquilo. Jason, Luca, Fred e Alexandra, correram em direção da vila, desviando dos obstáculos como grandes picos de gelo formados nas montanhas. Martha se levantou, e começou a correr em direção da grande força que ela sentia se encontrar próxima.
Os moradores e o homem velho começaram a simplesmente comemorar, sem se preocupar com quem havia feito aquilo. Ao final, Martha viu um vulto passar por ela, muito rapidamente. Jason chegou primeiro ao chão, vendo o mesmo vulto que Martha e gritou:
– Volte aqui imediatamente! – Enquanto corria atrás daquela forma.
Os outros que estava atrás de Jason, correram atrás dele, assim como Martha que se juntou ao grupo. Infelizmente Jason perdeu a pista do vulto, e com três dos seus inimigos a sua volta, parou, junto a Alexandra, e desapareceu numa nuvem de fumaça negra.
Martha, chegando por último atrás de Fred e Luca, parou próximo a eles, e Fred começou dizendo:
– Algum de vocês dois viram quem fez aquilo?
– Eu vi! Quer dizer, nem tanto. Era um homem, disso eu tenho certeza, pelas mãos que vi, não poderiam ser de uma mulher, mas o resto estava coberto por um grande roupão negro, que lhe cobria até o rosto. Ele era muito rápido. – Disse Martha, cansada de tanto correr.
– Bem, eu vi somente uma parte do vulto, já que cheguei depois do Jason, mas nada que eu poça dizer sobre aquilo.Eu só queria saber uma coisa, Fred, você sabe alguma coisa sobre dominação de ar? –Perguntou Luca olhando diretamente para Fred.
– Eu, ah, vamos ver como estão os moradores, devem estar comemorando sobre não terem sido mortos por uma avalanche! – Disse Fred, desviando do assunto, e correndo para o vilarejo.
– Ei, espere aí, você não me respondeu! – Disse Luca correndo atrás dele.
– Ai que droga, espere por mim Luca! – Disse Martha fazendo o mesmo que os anteriores a ela.
Os três chegaram ao vilarejo, vendo que havia começado uma festa. E antes que pudesse retomar o assunto com Fred, Luca foi pego por vários moradores que o ascenderam. Os outros moradores gritaram pelo nome de Luca, como se ele houvesse feito aquela maravilha. Luca sem ter nem o direito de resposta, simplesmente ficou festejando até o final. Após tudo aquilo, ele voltaram para casa, felizes pelo vilarejo, mas desconfiados por Fred, que voltou mais cedo, para sua própria casa.
–Fred faz sete anos, e eu ainda me lembro como se fosse ontem. Por que isso me ainda machuca tanto? –Disse Luca, desconsolado.
– Você sabe Luca, não foi qualquer um, foi seu pai. Bem, eu não sei, mas acho que você deveria visitar aquele lugar, faz um bom tempo que você nem passa próximo de lá, parece ter medo. – Disse Fred.
– Você está certo, vou passar no mercado para comprar flores, e ir para lá, talvez volte cedo. Quer ir comigo? –Indagou Luca, direto.
– Não, não, obrigado, prefiro ficar em casa, estou muito cansado agora. Leve a Martha, talvez ela goste de saber um pouco mais de seu pai, conte para ela. – Disse Fred.
– Eu irei levá-la, mas não irei contar nada! Você sabe que ainda dói lembrar daquilo. – Disse Luca, nervoso.
–Tudo bem garoto, não fique assim, acalme-se. Eu não lhe fiz mal algum, agora vá, e não demore a voltar daquele lugar. Ele me dá calafrios. – Disse Fred, estremecendo.
– O.K. Você tem medo do Soul Graveyard? Eu não tenho medo, só tristeza, você sabe, agora pare de me lembrar de lá. – Disse Luca, pegando sua blusa e visitando-a.
– Eu não tenho medo, só não gosto do lugar, só isso. – Disse Fred, deixando o quarto, e possivelmente indo se despedir de Martha.
Luca se arrumou, e chamou Martha. Ambos saíram em direção ao mercadinho de flores que se encontrava próximo ao apartamento onde moravam sozinhos (O apartamento era somente deles). Enquanto isso, na casa de Jason rolava uma discussão:
– Mas que droga! Justamente hoje, o dia, há sete anos. Droga! Eu vou lá, e você Alexandra, vem comigo, e você também Érico, e não venha com gracinhas achando que não vai. – Disse Jason, absolutamente nervoso.
– Não! Eu não vou, prefiro ficar aqui, se quer brigar com seu irmão hoje, prefiro que fique aqui. A não ser que queira homenagear seu tio, com uma viagem ao lugar onde aquilo aconteceu há tantos anos. Você é muito antiquado menino. – Disse Érico, tomando controle.
– Você, argh. Quer ficar aqui, então que fique! Mas depois não venha querer me seguir. Vamos Alexandra, temos que sair rápido, e deixar o senhor engraçadinho aqui em casa. –Disse Jason ironicamente.
– Acalme-se Jason, o que há de tão importante hoje, e nesse lugar de que vocês falam, parece que o mundo acabou há sete anos. –Disse Alexandra, incompreensível.
Érico e Jason se entreolharam e para Alexandra, baixando a cabeça como símbolo de reprovação. Então Jason disse:
– Vamos, e não diga mais nada!
Jason pegou Alexandra pelo braço, tentando arrastá-la para a porta, mas ela se soltou, simplesmente o seguiu normalmente. Jason foi andando sem uma palavra com sua namorada. Ela parecia estranhar seu comportamento, então disse, um pouco mais doce que o normal:
– O que foi Jason, o que eu fiz de errado?
– Nada, esqueça isso. Eu sou um tolo, me desculpe, eu não devia ter tratado você daquele jeito, mas é que... Ele era o único que me entendia. –Disse Jason, arrependido.
– Ele quem amor? Seu tio? – Perguntou ela, com um olhar espantado.
– Sim, ele. Depois daquele dia, nada mais fez sentido para mim, então Érico chegou, e depois veio você, e aqui estamos nós, vivendo essa vida, tão monótona.
– Tudo bem, então hoje faz sete anos desde que... Agora entendo por que você me tratou daquele jeito. – Disse Alexandra compreensiva naquele momento.
– Muito obrigado por entender, agora vamos continuar andando, temos que chegar até lá. – Disse Jason.
– O.K. – Simplesmente respondeu Alexandra.
Eles continuaram andando, até que chegaram a um lugar, nele tinha a placa “Não entre” e em letras miúdas “Caso não queira perder sua alma”. Jason entrou assim mesmo. O lugar parecia um terreno vazio, só haviam alguns barulhos de animais noturnos (mesmo durante o dia, era possível ouvi-los), e alguns relevos formados na terra.
Qualquer um que entrasse ali sentiria uma fortíssima energia que ultrapassava os sentidos. Não era uma energia para ser absorvida, mas sim uma energia para se ter medo. Não era um lugar muito agradável de entrar, mas mesmo assim, Jason continuou andando, até chegar num relevo que formava um círculo grande. Jason parou.
Então olhando para Alexandra, e depois retornando seu olhar ao relevo, ele se ajoelhou e começou a como meditar sobre aquela terra. Algo como se estivesse conversando com alguém. Vendo aquilo, Alexandra se assustou um pouco, mas deixou acontecer. Após alguns segundos, Jason se levantou, e quando estava prestes a sair, viu uma figura se aproximar, eram Luca e Martha. Então ele disse:
– O que você faz aqui?
– O mesmo que eu pergunto idiota, o que você faz sobre o túmulo de nosso pai? – Disse Luca, frio.
– Nosso? Seu pai, eu vim pelo meu! Meu tio. – Disse Jason, com a voz irritada.
– Por mim não faz diferença, tire as patas de cima da terra em que meu pai pisou! – Disse Luca, provocante.
– Olhe como fala comigo garoto, eu vou acabar com você! – Disse Jason invocando seu Hamaxe e o acertando no chão, provocando tremores.
Martha caiu, Luca a ajudou, e invocou sua Skyblade.
– Ah é, você acha que vai ficar assim? Martha, fique longe, é hora de dar uma lição nesse cara! – Disse Luca.
Então se entreolhando, os dois irmãos pularam um contra o outro, pretendendo acertar ambos, sem sucesso. Luca caiu fincando a espada no chão, e Jason ao mesmo jeito, só que com o lado de machado de seu Hamaxe. Sem pensar duas vezes, Luca fechou os olhos, conseguindo “ver” onde seu irmão estava, e pulando em sua frente, numa velocidade incrível.
Jason se espantou, quase levando um corte fronte, segurou a espada, mas sua a força dela, o fez regredir para trás. Rapidamente Jason se levantou, tentando um corte com seu machado em Luca, e este pulando para trás. A luta de ambos estava acirrada. Luca olhou para Jason, e segurou sua Skyblade reta em direção a Jason, disparando um raio de luz potente sobre seu irmão, deixando-o por alguns instantes, cego.
Naquele meio tempo, Luca invocou seu arco, e atirou uma flecha sobre ele, fazendo-o cair. Mesmo atingido, Jason não perdeu as forças, se levantou e invocou sua Hellblade, e dizendo:
– Você me cegou, agora irei deixá-lo na pura escuridão!
Jason segurou sua espada para cima, soltando algo negro na ponta, que escureceu o lugar, deixando a visão de Luca turva.Luca mesmo assim, sabendo de seus sentidos, fechou os olhos, percebendo a localização de seu irmão. Riu para si mesmo, e simplesmente correu, até surgir atrás dele, e lhe sussurrar:
– A escuridão não me afeta, tal qual a luz faz com você bobinho. – Disse ele, desaparecendo de novo sobre a escuridão.
Jason, assustado, deixou as nuvens desaparecem, já que não adiantava. Eles perceberam que a única saída seria um embate corpo a corpo. Então Luca invocou de volta sua Skyblade, e partiu para cima de seu irmão, que defendeu segurando a Hellblade sobre a espada. Então, o chão começou a tremer, e uma enorme luz saiu dele, cegando a todos.
Após parte da luz ter desaparecido, Martha foi a primeira a se levantar, chamando por Luca intensamente. Até que o viu desmaiado ao chão, e socorreu-o tentando acordar, do outro lado, Alexandra que também havia levantado, fazia o mesmo. As duas tiveram que levar ambos até o hospital, onde os médicos disseram que não foi muito grave a batida que deram no chão quando caíram, e que eles não demorariam a recobrar a consciência.
O primeiro a voltar foi Luca, que tentou levantar, mas Martha o abaixou de volta para cama dizendo:
– Você vai ficar quietinho aí amorzinho, nada de gracinhas, você bateu a cabeça e deve descansar. Está me entendendo bem?
– Hã? Onde estou, isso é um hospital? Martha, o que eu estou fazendo aqui, ai droga, agora me lembro, aquela luz. Espere, Martha, chame o Fred aqui agora! – Disse Luca.
– Ele está sentado na sala de espera, com o Érico. Eu vou chamá-lo para você. – Disse Martha, se levantando em direção da porta.
Ao lado de Luca, Jason acordava, e fazendo quase as mesmas perguntas que Luca, mas perguntando por Érico, para Alexandra, que seguiu até ele. Ambas chegaram trazendo pelas mangas Fred e Érico, que pareciam não querer estar ali. Não demorando muito, Luca disse:
– Você, não, vocês dois sabiam não é? Eu tenho certeza, você quase me obrigou a ir Fred, mas você não queria ir. Eu quero saber o que houve!
–Érico, eu quero as mesmas explicações de você hein, você pode até não ter me obrigado a ir, mas você sabia e não me impediu! – Disse Jason para com os dois.
– Eu não sabia de nada, é seu irmão que está inventando essa baboseira toda, não eu. –Respondeu Érico, rapidamente.
– Tudo que um sabe, o outro sabe também, não minta Érico, eu sei que vocês dois sabiam disso, agora quero que me expliquem! – Disse Luca diretamente.
– Mas eu... – Começou a falar Érico, sendo cortado por Fred.
– Vamos contar logo a verdade Érico, eles vão descobrir de qualquer forma. Bem nós sabíamos sim, mas não iremos dizer nada sobre o raio de luz! Não ainda! –Disse Fred, apressado.
– O quê?! –Disseram Jason e Luca em coro. –Vocês não vão dizer nada?!
– Nadinha! Vocês dois ainda não podem saber, esperem e verão. –Disse Érico enigmático.
– Ah, seu , seu... você vai me contar sim, eu lhe ordeno! – Disse Jason para Érico.
– Hahah, faça-me rir, você me dando ordens, nem seu pai fazia isso, vê se se enxerga garoto. –Disse Érico.
– Tudo bem, não falem nada, quando eu sair dessa cama, eu mato os dois! – Disse Luca.
– Eu farei o mesmo! – Disse Jason.
– Tentem. –Disseram Érico e Fred, em coro.
Então ambos saíram do quarto, deixando apenas os quatro jovens lá. Os dias seguiram até que eles tiveram alta, mas nada se sucedeu da briga daquele dia.
Capítulo XI: Histórias de Fred
Fred acordou no meio da noite, já estava horas sem conseguir dormir. Levantava-se, tomava um copo d’água, mas nada parecia funcionar. Então se levantou decidido e disse:
– Cansei, vou tomar um ar fresco. – Disse ele, pegando um casaco no armário.
Fred se dirigiu a porta e saiu, no meio de uma madrugada fria, a cidade estava dormindo, os postes estavam acessos. A lua estava cheia naquela noite, nada muito especial. Fred estava andando, passando por pessoas estranhas pelas ruas, nem se dava conta delas, apenas andava sem rumo.
Fred andou tanto, que acabou chegando a algum tipo de Cânion. Ele olhou para a visão que tinha e suspirou dizendo:
– Ah, que lugar bonito, é tão bom me lembrar de como o planeta já foi, era parecido com esse lugar, não haviam prédios, carros, nada que pudesse se parecer com essa realidade de hoje. Somente árvores, às vezes desertos, oceanos, tanta coisa natural e tão, tão fresca.
Fred se interrompeu, e continuou sua caminhada pela noite escura que o assolava. Ele continuou até uma caverna, onde entrou. Lá haviam algumas estalactites e estalagmites, Fred desviou delas, e chegou a um lugar onde não havia nada além daquele “túnel” que havia entrado, e se sentou.
Ficou pensativo durante alguns minutos, então se levantou. Talvez ao pensar em algumas coisas, tivesse tirado algumas conclusões, mas ele não saiu da caverna, ficou ali de pé. Sem nenhum motivo, Fred começou a dizer:
– Ah, por que você tinha que ter aparecido, Luca nem sabe de sua existência, agora ele pensa que sou um mentiroso, e nem confia mais tanto em mim. Poderia ser qualquer outro, mas você, será muito mais difícil explicar a ele sobre você, do que os outros. Aquele vilarejo poderia não ser salvo, você sabe que não devia interferir nas atividades normais. O curso que o destino deixou reservado não pode ser mudado por vocês. –Fred começou a aumentar a sua voz, começou a ficar nervoso.
– Você sabe que se eu tiver que explicar isso para Luca, ele ficará confuso, me fará mais perguntas, e você sabe que ele não pode saber de nada, não agora! Ele ainda é muito jovem para saber disso, espero que entenda sobre isso. – Fred parecia conversar com alguém, mas não havia ninguém, além dele, no lugar. Então ele voltou a ficar pensativo, mas não por muito tempo.
Fred começou a andar em círculos, estava nervoso com alguma coisa.
– Além disso, além de você ter aparecido naquele vilarejo, ainda por cima, eles voltaram. Devem estar esperando o momento certo para anunciar isso. Luca se soubesse que ele voltara, iria procurá-lo como um louco, e eu não posso deixar, ele me pediu para controlá-lo até o momento certo. Aí você me aparece, deixa o pobre menino confuso e cheio de perguntas, depois eles me aparecem. Sim, isso com certeza vai me ajudar muito a contê-lo. – Fred passou a quase correr em círculos.
–Sim, agora está ótimo. Não preciso dizer mais nada a você, simplesmente não interfira mais no meu trabalho, mesmo que aquele vilarejo precisasse de ajuda, não era de algo assim como você, que eles precisariam.
Fred, parou, agora parecia analisar outros fatos, outras coisas. Seu olhar pensativo para baixo, o ar de nervosismo que estava tomando. Até que ele voltou a dizer:
– Porque Érico? Porque você fizera aquilo no passado? Se não fosse você a ter começado aquilo, nós não precisaríamos estar aqui, na Terra, novamente. Pelo menos, não por aquele motivo. Você deveria ter cuidado melhor dela, você não deveria ter permitido que a ganância nascesse nela. Graças a você, aquelas profecias surgiram em torno do futuro em que estamos. – Fred foi interrompido por um barulho.
Alguém começou a dizer:
– Não foi culpa minha Fred. Você nunca entendeu isso! – Disse a voz , até então , misteriosa.
– Espere, é você Érico? Sim, você é o único que saberia que lugar é esse. Você é o único que se lembraria! E claro que foi sua culpa, você cultivou o próprio ódio nela. – Disse Fred, disparando olhares sobre a silhueta que se formava na caverna.
– Eu nunca fiz isso! Você sabe que eu nunca fiz nenhum mal a você, e nem mesmo faria isso a ela. Eu não coloquei ódio nela, você sabe que o ódio é um sentimento que cresce sozinho, sem ajuda que qualquer outro. –Disse Érico, agora identificado.
– Mas você sabe que também pode ter tido a ajuda de alguém, e esse alguém é você! – Disse Fred, já irritado.
– Nunca! Eu nunca faria isso, ela cultivou o próprio ódio, eu sempre desconfiei, mas nunca fui capaz de impedir. – Respondeu Érico, num tom apropriado.
– Então você admiti que nem você conseguiu pará-la, que ela se tornou naquilo porque você permitiu. – Disse Fred num tom decidido.
– Sim... – Respondeu Érico, com uma voz triste. – Mas mesmo assim, eu nunca quis que as coisas ficassem como estão agora. Eu nunca realmente quis que nós deixássemos de ser amigos. Você se lembra não é, quando nós éramos amigos de verdade, que nada podia nos abalar, nós éramos realmente uma grande dupla. – Riu Érico, amargamente.
Fred baixou a cabeça, como se aquela lembrança lhe fizesse pensar mais sobre o que estava acontecendo. Então ele se virou e respondeu:
– Sim, mas isso também mudou, quando ela acabou com o plano que havia planejado. – Fred soltou uma pequena lágrima de seu olho esquerdo. – Por que você permitiu que aquilo se acontecesse, eu ainda preferia estar lá, vivendo uma grande amizade contigo, ao invés de estarmos aqui, lutando...
– É, eu sei, eu também. Agora pare de culpar-me pelos atos que eu já fiz. Você sabe que não podemos revertê-los! Então devemos viver com eles. – Finalizou Érico.
Fred se virou, com um olhar fulminante dizendo:
– Mas mesmo assim, você ainda não recebeu meu perdão. E nem vai recebê-lo. Aquilo que você diz ter deixado acontecer, aquilo é imperdoável. – Disse Fred, tornando-se furioso e indo sem piedade para dar um murro no rosto de Érico.
Érico desviou, e disse:
– Eu não quero, e nem vou lutar com você hoje. Você não vai me obrigar. – Então, Érico desapareceu em uma fumaça negra, como sempre. Fred se levantou e gritou:
– Porque não luta covarde? Porque não enfrenta seu passado e luta como um homem?Eu quero que você me arrebente, por que, pelo menos assim, não sentirei a dor do passado seu idiota. –Disse Fred, dando murros nas paredes da caverna, sem se preocupar com a dor.
Cansado após tanto murros, Fred continuou dizendo:
– Por que... seu covarde, por quê?
Então Fred caiu no chão, acabado, seu corpo todo doía, ele acabou por fim, dormindo, ali mesmo, dentro da caverna. Ao acordar, pela manhã, simplesmente voltou para casa, e continuou suas atividades comuns. Após aquela noite, talvez ele estivesse melhor, talvez por fim, ele tivesse mandado aquilo que o estava consumindo para fora.
Assim Fred permaneceu, nada disse a mais, simplesmente continuou sentado, ou assistindo TV, qualquer uma dessas coisas supérfluas .
Capítulo XII: A raiva
Luca se levantou, o dia estava claro, extremamente bonito. Tomou seu café, deixou Martha ficar dormindo, não queria acordá-la, não tão cedo. Preparou-se para sair, mas antes que pudesse, a campainha tocou, era Fred. Eles se sentaram no sofá, e Fred iniciou dizendo:
– Luca, precisamos treinar. Novamente eu sinto que seu irmão está mais forte do que você, lembra-se que no vilarejo, ele não teve piedade e descobriu seu ponto fraco. Eu sabia que um dia ele iria descobrir, portanto temos que lhe ensinar a controlar sua raiva.
– Sim, eu me lembro, ele usou minha própria raiva contra mim, me deixando absolutamente fraco. Atacou-me com todo ódio que tinha, e usou daquela bola para fazer uma avalanche. Felizmente aquele estranho fato ocorreu, e não aconteceu nada de grave. –Disse Luca, com um olhar triste.
– Não se preocupe menino, a gente irá conseguir superar isso. Agora vamos, levante-se, vamos até minha casa, de novo. –Disse Fred, levantando do sofá, e seguindo até a porta.
Luca o seguiu, sem nenhuma palavra. Os dois foram, e chegaram até a “central” de treinamento de Fred. De dentro da enorme cabine, Fred disse:
– Tudo bem Luca, agora vamos ver como você fica nervoso. – Disse ele ao microfone, e apertando um botão.
O botão fez com que uma enorme tela surgisse no meio do “campo”. Então a tela começou a passar cenas, cenas de crianças brincando. Luca viu uma pequena cadeira, que surgiu do chão, talvez por meio de mecanismos da sala, e sentou-se nela. Após alguns segundos vendo as crianças brincando, a tela congelou.
Ao voltar, as crianças não estavam mais brincando, estavam correndo de algo, estavam apavoradas. Luca se levantou, rosnando, a tela congelou novamente, e Fred disse:
– Hmm, então isso deixa você com raiva, alguma coisa que tira a paz de um lugar tranquilo. Tudo bem Luca, isso deixa a todos um tanto nervoso, mas tente se acalmar, pense que você pode destruir o que tirou a paz das crianças. –Disse ele, calmamente.
– O.K. –Disse Luca sentando-se novamente.
Luca emergiu em seus próprios pensamentos: “Eu posso destruir o que tira a paz, eu posso destruir o que tira a paz... eu posso... eu... posso” Luca ficou repetindo aquilo, até que ficou inteiramente calmo, então a tela voltou, mas agora não eram mais crianças, eram adultos correndo do que parecia ser um desastre. A tela mostrou uma bomba ao centro do lugar, Luca tentou pensar que poderia destruir aquilo, mas entrou em conflito, pois se destruísse a bomba, ele explodiria, causando muitas mortes.
Então novamente se levantou, mostrando nervoso por ser incapaz de acabar com aquilo. Novamente Fred disse:
– Sim, um caso em que você não será hábil o bastante para destruir aquilo que tira a paz. Se você não pode destruir, pode defender. Pense que pode “conter” a explosão, lembre-se que tem poderes para isso. Imagine que poderia invocar uma bola de luz em volta da bomba, e quando esta explodisse, seria contida pela bola de luz. – Disse Fred, compreensível.
– Tudo bem, eu entendi. Devo destruir, ou conter. Até agora você me ensinou tudo que o próprio bom senso me diria Fred, você sabe o que realmente me deixa com raiva. –Respondeu Luca, se contendo novamente na cadeira.
– Bem, se é isso que quer, é isso que terá, disse Fred apertando novamente o botão.
A tela escureceu, e permaneceu assim até que uma sombra, uma silhueta, surgiu por entre ela. A sombra foi tomando nitidez, até que se revelou. Era Jason, e ele disse:
– Oh, olá maninho. Como está sua estúpida namorada? E seu “anjinho da guarda” que fica lá, te acompanhando, mas quando você mais precisa dele, ele não consegue fazer absolutamente nada!
Luca não se conteve dessa vez, correu até a tela e pulou, chutando e socando, sem sucesso. Ele tinha um ódio puro nós olhos. Então Jason continuou:
–Ah, não precisa tentar, você não vai conseguir quebrar essa telinha tão fácil. E nem mesmo eu, agora me diga, como vai sua raiva? Seu ódio, sua fraqueza? Ah, é verdade, esse não é seu ponto fraco Luca? Ah, coitadinho, não pode nem ter raiva de seu inimigozinho, por que fica fraco, não é maninho? Continue assim, e vai ser mais fácil dominar o mundo deste modo. –Disse Jason, rindo.
Luca socava e chutava a tela, não estava mais agüentando. Então ele caiu ao chão, com lágrimas nos olhos. Então Fred disse:
– Eu sabia, você tem ódio das palavras do seu irmão, não dele próprio, antes que ele abrisse a boca, você estava lá, contido na cadeira. Foi só ele começar a falar sobre mim e sobre Martha que seu ódio subiu pela garganta, fervendo. E ainda tentou quebrar a tela, você imaginou mesmo que seu irmão estava aqui, falando aquelas coisas. Seu ódio é tão tolo que faz você perder o bom senso, as habilidades, você queria quebrar uma tela, achando que isso pararia as palavras de seu irmão. – Então Fred se interrompeu, por alguns instantes. – Existem duas maneiras de você acabar com esse ódio, uma é deixando a mim e à Martha para trás, então você não teria fraqueza; e a outra, seria não escutar as palavras de Jason, pensando que elas não te afetam. Vou te fazer algumas perguntas. Sua namorada é estúpida Luca?
– Claro que não! –Gritou Luca, reunindo suas forças para voltar à cadeira e se acalmar.
–Então por que ficar nervoso com uma mentira? Agora me diga, você acha que eu sou seu anjinho da guarda inútil? – Disse Fred, com o rosto com um sorrisinho amargo. –Pode dizer a verdade Luca.
– Não, eu não acho que você é meu anjinho da guarda, muito menos inútil. –Luca riu-se, e virou-se para Fred, já sentado na cadeira. –Agora eu entendo, as palavras de Jason se baseiam em mentiras, e é por isso que elas me afetam tanto. –Luca retomou suas forças, e se levantou. – Agora ele não irá mais me vencer, não mais no meu ponto fraco!
– Muito bem Luca! Agora o teste final! – Disse Fred, apertando o botão de “play” novamente.
A tela continuou com as palavras ingênuas de Jason, Luca se sentou, suspirando, e até entediado daquilo. Jason dizia:
– Ah, pobre de meu irmãozinho, sempre foi caçulinha que nosso tio odiava, ele sempre dava os melhores presentes para mim, para você, às vezes nem tinha presentes. Haha– Após a risada, Jason “olhou” para Luca, interrompendo-se. –Espere, você não está nervoso! O que está havendo, era para você estar atacando essa droga de tela! Venha aqui imediatamente seu idiota, venha!
Luca se pôs de pé e disse, andando em direção da tela:
– Agora acabou Jason. Eu não tenho mais ódio de suas palavras, são mentiras adotadas por você, para que me sinta mal.–enquanto dizia isso, Jason ia se afastando para as sombras, assustado. – Agora você não pode mais me dominar, pelo ódio, você tem inveja do que eu tenho, eu tenho o amor que você não tem, eu tenho amigos que você não tem, eu tenho a vida! Que você não tem! – Dizendo isso, a sombra de Jason desapareceu.
A tela subiu e Fred disse, aplaudindo:
– Bravo, bravo! Luca, agora você aprendeu como controlar seu ódio, não teremos mais problemas com Jason. Sim, vocês agora podem lutar de “igual para igual” – Fred riu. – Isso é, se o nível do seu irmão chega aos pés do seu.
Luca também riu, e os dois saíram daquele lugar, sorridentes e felizes por seus feitos de hoje. Luca se despediu de Fred com um aperto de mão dizendo:
– Até a próxima aventura Fred.
– Até Luca, até!
Luca foi para casa, encontrou Martha na cozinha, sentada a mesa, parecendo entediada. Quando o viu, Martha disse, surpresa:
– Luca! Onde você esteve, estive a sua procura o dia todo! Não me saia mais de casa sem me avisar, hein mocinho, ou da próxima vez irei ficar de mal com você. – Disse Martha num tom infantil.
– Martha, o dia hoje foi incrível, aprendi a controlar minha raiva com Fred. Agora meu irmão não irá conseguir mais atingir meu ponto fraco. Eu queria que você tivesse ido, mas preferi deixar você aqui, dormindo. O que você fez hoje, além de procurar? – Disse Luca, se sentando na cadeira
Os dois ficaram lá, minutos a fio conversando, rindo de suas aventuras e devaneios, só mais um dia normal, na vida deles.
Capítulo XIX: O Passado que retorna
Martha assentiu, e segurou o colar, já que estava desamarrada. Luca e Jason entraram no portal, e Martha jogou o colar, o portal se fechou, e alguns segundos depois, Martha desabou a chorar, o mundo voltou ao normal, Fred consolou Martha e eles ficaram ali por algum tempo.
Capítulo XII: A festa de Bóris
Luca se levantou da cama, Martha já estava na cozinha, preparando o café da manhã. Ela o viuele chegando e disse, num tom delicado:
– Bom dia amor, levantou cedo hoje hein? Não precisava, eu já estava preparando o café.
Ainda sonolento, Luca disse – Sim, mas eu preferi acordar cedo. Lembra-se que fomos convidados para a festinha na casa de seu pai? Não sei o que estão comemorando, talvez que meu irmão deixou os ataques um pouco de lado. – Luca bocejou.
– Ah, é verdade, a festa que meu pai pediu para que eu fosse. Bem, ela é mais tarde, isso não explica por que você acordou tão cedo. –Disse Martha levando uma xícara de leite quente para Luca.
– É... ah, eu sei lá por que acordei cedo, talvez tenha me dado um estalo e acordei. – Disse Luca, bebendo seu leite quente, que lhe queimou a língua, Martha riu escondida.
Depois de alguns minutos de silêncio, alguém toca a campainha. Luca vai até a porta, olha pelo olho mágico e abre, era Fred. Sem muita cerimônia, ele entrou e sentou-se no sofá, ligando a TV. Um pouco assustado, Luca disse:
–Ei! Você entra na minha casa, não diz uma palavra, deita no meu sofá, e ainda liga a TV sem minha permissão? Está maluco Fred? – Em um tom de desaprovação.
– Ah. Vocês vão à festa hoje a noite não é?
– Sim, vamos, mas e daí? – Respondeu Luca
– Bem, eu fico aqui tomando conta da casa, talvez eu até vá, mas ninguém me convidou... Martha, você poderia me trazer um leite quente? – Gritou ele.
Luca estava atordoado, mas aceitou a condição e sentou de volta na cozinha, enquanto Martha preparava o leite para Fred. Ele disse:
– Então amor, o que você acha desse jeito folgado do Fred?
– Hm, temos que concordar que ele sempre te ajuda, talvez essa seja a forma de “pagamento” dele para você.
– Faz sentido, mas ele não parece o Fred que eu conheço, ele está... estranho.
– Eu também percebi isso, vá falar com ele amor.
– Tudo bem.
Luca se levantou, indo em direção do sofá. Fred estava assistindo um jogo de futebol americano na TV, e olha que ele nem gostava daquilo. Luca tomou-lhe o controle e desligou a TV dizendo:
– O que há de errado Fred? O que está havendo?
– Nada! Eu só quero um pouco de férias tá bom? Eu trabalho noite e dia para tentar arrumar uma solução que detenha seu irmão por um bom tempo, para que eu possa ter férias! Entende isso Luca? Você pelo menos tem a Martha para sair e se divertir por aí, e eu só tenho a mim mesmo. –Disse Fred num tom um tanto nervoso.
– Tudo bem, então arrume uma namorada, ao invés de usar a minha de empregada.
– Não... não é tão fácil quanto você pensa. Eu só estou nesse mundo de passagem, literalmente, eu não posso arranjar alguém, para daqui a pouco tempo deixá-la. Se você estivesse aqui nesse mundo, mas soubesse que tem pouco tempo, e se fosse embora você iria ferir os sentimentos da Martha, o que você faria, ficaria com ela, para depois largá-la sem motivo?
Luca baixou a cabeça, triste e respondeu:
– Não. Eu... eu iria ficar sem ela, até minha partida.
Uma lágrima rolou do rosto de Luca. Então Fred finalizou:
– Então você entende, agora me deixe aqui, com a TV e nada mais.
Luca o entregou o controle novamente, e voltou para cozinha. O tempo passou, já estava tarde. Luca e Martha se aprontavam para a festa, Fred ficou horas na TV, às vezes ia à cozinha buscar algo para comer, nada demais. Martha e Luca ficaram prontos.
Luca estava trajando um terno bege, estilo italiano, uma gravata vinho. Seus sapatos eram marrons e sua calça era da mesma linha do terno, bege. Seu cabelo estava penteado para trás, como sempre fazia quando ia a alguma festa.
Martha também estava bonita, usava um vestido branco, que parecia um véu. Também estava usando coque no cabelo, sua maquiagem era clara, tons pastéis. Calçava um salto-alto de cristal, que rebrilhava a luz da lua.
Eles se despediram tristemente de Fred e seguiram para o seu jatinho, mesmo que a festa não fosse muito longe, adoravam usar aquele pequeno avião. Ao chegarem à festa, o pai de Martha estava os esperando. Aproximando-se dele, Martha pediu-lhe a benção e o jovem Luca deu-lhe um aperto de mão. O pai de Martha, que se chamava Bóris, mas todos o tratavam por Senhor Kennedy falou:
– Olá minha filha, e Luca também, que bom saber que vocês aceitaram meu convite para essa festa. Sabe, estou comemorando que sua mãe e eu fizemos as pazes!
– Vocês brigaram papai? Quando foi isso, ah, você foi levado novamente senhor Kennedy? – Martha disse, quase gritando para os outros convidados próximos, e com olhar desprezível. – Trate de ser melhor com minha mãe, escutou?
– Tudo bem filhinha, eu serei o melhor possível com sua mãe. Mas, voltando a você querida, como vão vocês dois?
– Senhor Kennedy. –Disse Luca. – Nós dois estamos ótimos, vivendo uma vida incrível, sem nenhum problema. – Parecendo disfarçar alguma coisa. – Agora eu e ela precisamos ir ali, encontramos um de nossos amigos, daqui a pouco voltaremos para conversar mais com o senhor ok? – Já pegando Martha pelo braço e saindo, sem mesmo despedir-se de Bóris
Saindo de perto do anfitrião, Martha disse, soltando-se de Luca:
– Ei. O que houve?
– Seu pai não sabe sobre as nossas aventuras não é? Ele ao menos sabe que você tem poderes?
– Não... e não. Luca, eu sou adotada. Só minha mãe sabe que eu tenho poderes, por que ela cuidava de mim. Meu pai nem é atento as notícias da TV, senão até ele saberia.
– Então não podemos ficar falando muito com ele, por que senão ele vai descobrir.
Martha olhou para trás, e virou-se rapidamente, botando a mão na testa.
– Olha quem está vindo aí atrás...
Luca virou-se, ficou assustado e disse:
– O que ELES vieram fazer aqui?
– O de sempre, fazer da nossa vida, um tormento.
Luca e Martha seguiram andando até a pista de dança, onde permaneceram. Aqueles de quem estavam falando eram Jason e Alexandra, que vinham chegando à festa. Alexandra usava um vestido vermelho, com muito babados de um ombro só, e um pequeno botão de rosa encravado próximo ao peito. Ela também calçava um salto-alto vermelho, e seu cabelo estava tratado, parecia que ficara horas no cabeleireiro para arrumar aquilo.
Jason não muito diferente de se irmão, também usava terno, só que preto. Usava seu sapato também preto e sua gravata branca. Seu cabelo estava arrepiado, parecia ter levado um choque, mas era gel. Ambos estavam bem, pareciam não querer arrumar confusão, somente se divertir.
A festa continuou, bebidas e petiscos eram servidos. Mas as bebidas realmente alcoólicas eram servidas apenas no bar, de onde Jason e Luca não paravam de ir. Martha alertou:
– Olhe Luca como está bebendo, depois você não vai aguentar!
– Ah, deixa de ser chata Marthinha. – Já num tom não muito sóbrio. –Eu sei me virar.
– É por sua conta, hein.
Jason não muito diferente também foi alertado, mas não estava nem aí para as palavras de Alexandra, e continuou bebendo como um louco. Na metade da festa, Jason já não estava se aguentando em pé e estava até mesmo, cego. Luca ainda tinha o mínimo de sobriedade no olhar, mas estava a ponto de ficar igual ao irmão, Martha o segurou para que ele não bebesse mais uma gota de álcool.
A festa já estava quase ao final, Bóris subiu ao palco e pegou o microfone dizendo:
– Essa foi uma linda noite, essa festa foi para comemorar as pazes que fiz com minha mulher, Wendy. Um brinde a esta comemoração.
Jason a ponto de desmaiar disse sentado a mesa, num tom baixo:
– Um bri... brinn... de!
– Pare de dar vexame Jason! – Disse Alexandra.
– Ei, pare você, de me encher. –Disse Jason levantando-se, mesmo sendo improvável. – Eu vou sair da...qui.
Jason se arrastou até o microfone, os seguranças da festa não estavam piores do que, então nem ligaram para o que estava acontecendo. Ao pegar o microfone, assustando Bóris que perguntou “O que é isso” em sua mente, ele olhou para plateia vendo Luca e Martha sentados, disse:
– Marth...a.. Martha! Eu... eu te amo... vem cá minha linda, para eu te lascar uns bejitos. – Disse Jason caindo no chão, mas ainda consciente. A plateia deu grande “OH” assustada. Martha se sentiu ofendida, mas quem se sentiu mais ofendido foi Luca, que um pouco mais sóbrio que seu irmão, se levantou e foi em direção a ele, pretendendo lhe matar.
– Vem aqui seu desgraçado de uma figa, e olhe como fala da minha namorada! – Disse Luca, dando um soco no “saco de pancadas” que seu irmão havia se transformado.
Vendo a cena, Martha e Alexandra correram para o palco. Martha tirou Luca de cima de seu irmão dizendo:
– Ele não sabe nem o que está falando Luca, ele está completamente bêbado, vamos sair daqui.
Luca, mesmo com raiva, assentiu. Já com Alexandra o negócio não foi tão fácil, ela pegou Jason pelo braço e lhe estapeou dizendo:
– Você gosta daquela idiota seu desgraçado, eu vou lhe ensinar como se deve tratar uma mulher como eu. – Com muita raiva Alexandra começou a realmente bater nele, com um enorme ódio, chutando-lhe e socando-lhe.
Bóris vendo a cena, parou-a e disse:
– Acalme-se minha querida, seu namorado está bêbado. Leve-o para casa, eu tenho certeza que ele disse isso de boca para fora.
Estranhamente as palavras de Bóris soaram como consolo aos ouvidos de Alexandra, que pegou Jason e levou-o embora.A festa ao final foi estranha, mas divertida. Luca e Martha voltaram para casa, encontrando Fred dormindo com a TV ligada. Martha desligou a TV e cobriu Fred, que se movimentou um pouco ,e voltou a dormir. Eles foram para cama, e dormiram também, fim de mais uma festa bem sucedida.
Capítulo XIV: A Solidão
Luca se levantara cedo, mas como sempre, não tão cedo quanto Martha que já estava na cozinha. Os dois se deram um pequeno beijo de bom dia e Martha lhe disse:
– Luca, você pode comprar pão? Não tem nenhum nessa casa, e preciso fazer o café, anão ser que você queira ficar com fome. – Martha fez uma careta.
– Ah, pode deixar, em alguns minutos estarei de volta, não saia daí.
– Tudo bem. –Disse Martha enquanto Luca já estava saindo naquela manhã fria.
Luca foi até a padaria, que ficava a esquina de sua casa. Ao voltar sentiu uma presença estranha, como se algo tivesse passado por ali, algo ruim. Entrou em sua casa chamando por Martha. Ela estava na cozinha, virada de costas para a porta, e com os cabelos tampando seus olhos. Ela se virou dizendo:
–Então Luca, voltou com os pães?
Luca assentiu.
– Você não acha que demorou? Que esse tempo que levara foi um pouco grande para ir somente à padaria?
– É que... a fila estava grande lá, mas não me atrasei tanto. – Luca respondeu, estranhando a atitude da namorada.
– Você só pode estar me traindo, se encontrando com outra em algum lugar próximo de lá. Ela deve te encontrar todos os dias, e você sempre se atrasa.
– Não, Martha... eu nunca te trairia. Nunca!
– É mentira, eu odeio você por ser um mentiroso, agora saia. Vá embora da minha casa, nunca mais me apareça pela frente, suma Luca, suma!
Luca deixou a sacola com os pães caírem, ele estava atordoado. Sem entender nada, saiu pela mesma porta que entrou, sem uma palavra. Estava triste, magoado. Saiu da casa, olhou para trás ainda com olhar triste e seguiu. Vagou pelas ruas por alguns minutos, e acabou encontrando Fred que o parou:
– Luca, o que houve?
– Martha me expulsou de casa. Ela pensa que eu a traí.
– Bem, então você também deve tratá-la como me trata. Trata-nos como se fossemos seus cães de guarda, sua segurança particular, nada mais do que isso, você não tem amor por nós, só quer que a gente obedeça as suas ordens.
– Mas eu.
Fred o interrompeu, com uma cara de nojo enquanto dizia. – Eu tenho vergonha de você, na verdade, eu te odeio. Nunca mais quero te ver seu imbecil, não tente me seguir, irei ter que lutar com você, mesmo que não queira.
Luca ficou desconcertado e realmente triste. Fred se afastou lentamente e Luca ficou parado por alguns instantes, até que Fred desapareceu no horizonte. Luca não tinha mais ninguém, sua namorada havia o largado e seu melhor amigo fez o mesmo. Ele não tinha mais o que fazer, então disse:
– A minha vida não vale de mais nada, do que vale a vida sem amigos e família? Do que vale a vida sem amor? Eu desisto dessa vida. – Disse ele começando a andar novamente, talvez indo para a ponte mais próxima.
Enquanto isso, num velho depósito se encontravam duas pessoas conversando, com vozes familiares:
– Eles também te pegaram?
– Sim. Agora como vamos sair daqui?
– Eu não sei, só espero que Luca esteja bem. – A voz deu um estalo e houve um barulho, parecendo que um deles havia caído no chão. A segunda voz disse em socorro:
– Martha! Você está bem?
– Sim, mas o Luca não, eu sinto. Precisamos ajudá-lo Fred.
Estranhamente um celular começou a tocar, era o celular de Fred. Ele atendeu:
– Alô. O quê? Sim, é claro que eu vou para aí preso num depósito junto com Martha... Você acha assim tão simples, de onde eu vou... Até que não é má a ideia. Tudo bem eu vou tentar, mas não sei se vai dar certo. Ok, tudo bem, até mais, tchau! –Fred desligou o telefone e se voltou para Martha que disse:
– O que houve? Quem era?
– Isso não importa, o que importa é que temos que sair daqui, e rápido. Martha, você tem como utilizar seu poder para iluminar essa lugar?
– Talvez. Eu posso tentar. – Então Martha se concentrou e uma luz esverdeada saiu de suas mãos iluminando totalmente o lugar.
Fred encontrou um interruptor e ligou a luz elétrica. Martha parou de usar sua luz a partir daquele momento. Fred andou pelo lugar, e encontrou a porta que estava trancada, então ele disse:
– Vamos precisar de alguns explosivos. – Ele riu-se.
Procurando pelo depósito, Fred encontrou pólvora. Pelo jeito quem os deixou lá não pensou que eles fossem inteligentes o bastante para fazer uma bomba caseira. Em poucos minutos o lugar estava em chamas, e Fred e Martha saiam do lugar tossindo. Martha disse, ainda tendo uma crise de tanto tossir:
– Precisamos ir logo, Luca está em perigo.
Eles correram, Fred sabia para onde estavam indo. Não muito longe dali eles encontraram um pequeno apartamento, e Fred entrou. Martha sem entender o seguiu. Os dois subiram as escadarias e Fred parou em frente a uma porta, e tocou a campainha.
Um homem velho que aparentava sessenta anos abriu a porta, ele tinha olhos brancos como a neve, não tinha um olhar direto, portanto presumia-se que ele era cego, mas isso não lhe fazia diferença alguma. Tinha cabelos brancos e longos que iam até as costas, e barba longa. Logo que “viu” os dois disse:
– É você Fred? Há quanto tempo eu não tive vejo velho amigo. –Disse homem.
– Sim Sebastian, há muito tempo.
Martha disse baixinho para Fred: – Quem é esse homem Fred?
O homem percebeu o que ela havia dito, mesmo que ela tivesse dito tão baixo, ele respondeu:
– Você pode não me conhecer Martha, mas eu a conheço muito bem. Eu sou Sebastian, desculpe minha falta de cortesia não me apresentar. – Disse ele com um tom delicado.
– Mas como... como você sabe quem eu sou, e como sabe que sou eu que estou aqui, você é...
– Cego. Isso mesmo, mas eu reconheço aqueles que estão próximos, além disso, eu tenho um poder, assim como você pode curar as pessoas, eu posso prever o futuro, e ele me lembra que devo levá-los aqui para dentro agora, nesse instante.
Os dois jovens assentiram, entrando na casa rapidamente. Sebastian sentou-se e ofereceu dois lugares aos visitantes, e continuou dizendo:
– Bem, como eu já estava dizendo, eu prevejo o futuro, e bem, eu vi Luca saltando de uma ponte, não muita alta, mas há um problema, há pedras lá embaixo, ele vai se estilhaçar nelas. Eu não sei que ponte é essa, já que sou cego não posso reconhecer lugares, por isso trouxe-lhes aqui. Espero que reconheçam o lugar– Disse ele encostando as mãos na cabeça de Fred.
Fred deu um solavanco e quando voltou ele disse:
– Eu sei que lugar é esse. É a ponte próxima a Station Square. Precisamos ir antes que Luca pule.
– Sim, e eu vou com vocês dois. – Disse Sebastian.
– Tudo bem.
Enquanto isso, Luca estava se dirigindo a tal ponte que foi mencionada. Alguém já estava observando a ponte, eram Érico e Jason. Eles olharam para trás, era Alexandra chegando ofegante:
– Missão cumprida, Luca já deve estar se sentindo péssimo. –Disse ela.
– E eu me livrei dos dois insolentes. Eles não chegarão a tempo, antes que Luca pule. – Disse Érico, em resposta.
– Meu irmão é fraco de alma, qualquer coisa o atinge, é umas das vantagens que tenho sobre ele. Espero que ele se espatife rápido, para que eu possa rir daqui de cima.
Luca estava realmente triste, ele caminhava sem sentimentos nos olhos, agora agia como um robô, seguindo ordens de seu próprio destino. Ele olhou em volta, o trio maléfico se escondeu rapidamente, Luca voltou os olhos para ponte. Ele parou em cima da beira. E começou a ouvir vozes em volta dele: “Eu te odeio” as palavras ricocheteavam na sua mente, as ouvia nas vozes de Martha, Fred, Jason, Alexandra, Érico e até mesmo seu pai dizendo aquilo.
Sofrendo a tortura daquelas vozes, Luca sacudiu a cabeça e disse:
– Eu desisto. – E deu um salto em direção das pedras.
Tudo parecia perdido, o herói iria morrer, não havia mais nada que pudesse salvá-lo naquela hora. Mas o improvável aconteceu, uma ave com duas pessoas em seu lombo desceu em uma velocidade inacreditável pegando Luca quando ele estava quase se encontrando com as pedras mortais. Luca sem entender nada, olhou em volta, eram Fred e Martha rindo. A ave deu uma piscadela para Fred e pousou em um lugar seguro.
A ave se transformou, era Sebastian, gemeu de dor e disse:
– Aow, como essas transformações cansam, eu estava fora de forma. Virar um pássaro e aguentar três pesos pesados em cima de mim não é nada fácil.
Os três riram, mas Luca ainda não entendia. Então Martha e Fred explicaram que foram raptados por Érico e Jason, e que talvez Alexandra tivesse tomado a forma deles para enganá-lo e se passar por eles. Luca entendeu e disse:
– Então vocês não me odeiam?
– Não. –Disseram os dois em coro.
– Que bom, eu me sinto tão bem em ouvir isso.
– Ah amor, não se preocupe, eu vou te encher de beijinhos e nunca mais aquela Alexandra vai te confundir e dizer que eu não te amo. – Disse Martha num tom romântico.
Eles riram. Sebastian disse:
– Então vão para casa, os três. O que estão esperando para ir? Vão comemorar.
Os três assentiram. Martha e Luca começaram a seguir, Fred antes de seguir com eles disse para Sebastian:
– E você? Vai ficar bem?
– Não se preocupe esse velho aqui ainda tem muita energia. Nada que um bom chá não resolva.
– Tá legal, se cuide.
– Você também, agora vá. Ah, olhe que lindo, parecem dois pombinhos.
Martha e Luca estavam se engraçando olhando para lindo pôr-do-sol que estava se formando no horizonte. Fred correu até eles, caçoando dos dois, os dois fizeram o mesmo. Eram três incríveis amigos.
Capítulo XV: Luca Alado
Estava um dia bonito, uma manhã ensolarada, o céu não tinha nuvens, estava azul como os olhos de um caucasiano puro. Luca acordara bem disposto, pronto para uma nova aventura. Tomou seu café e quando ia saindo, uma figura o parou, era Fred. Este disse:
– Bom dia Luca! Prepare-se, pois eu vou acabar com o seu dia. – Disse ele com um rosto feliz.
– Ah não, o que você quer Fred?
– Vamos treinar! Mas tenho uma boa notícia, não vai ser no meu porão.
– Hmm, como se isso mudasse alguma coisa, o Sol está lindo lá fora, deixe-me me divertir. – Disse Luca desapontado.
Martha surge na porta, que ficava próximo ao lugar onde os dois estavam discutindo. Ela desceu rapidamente as escadas, dizendo:
– O que os dois estão falando? Dá para escutar a voz de vocês lá de dentro.
Os dois se entreolharam, Luca disse:
– Martha, diz para o Fred deixar eu me divertir nesse dia lindo, ele quer me fazer treinar.
– Mas é lógico, isso vai ser divertido! Você pode ter certeza que o lugar onde vou levá-lo, até mesmo você vai gostar. –Disse Fred, em sua defesa.
– Ei Luca, se o Fred diz que você precisa treinar, é por que ele tem um motivo. Não é Fred? – Disse Martha com um tom exclamativo. – Eu posso ir também?
– Martha?! Você está contra mim? – Disse Luca, quase entrando em desespero.
– Então vamos. O meu motivo é simples, mas eu só vou dizer quando eu chegar ao lugar que pretendo. Não é muito longe, mas temos que ir a pé.
– Ótimo, vou trocar de roupas. –Disse Martha empolgadíssima.
– Droga, eu vou. Só vou trocar a roupa também. –Disse Luca.
– Ótimo, vou esperar no sofá.
Todos entraram, ao fim da troca de roupas, eles se encaminharam para fora do apartamento. Fred foi caminhando, demoraram meia hora a pé para chegarem ao tal lugar que Fred descreveu. Eles arfavam, menos Fred que parecia já estar acostumado a andar. O lugar era uma planície verde, não era um parque pois só haviam eles lá, eram quilômetros de verde. Havia uma floresta em volta, mas a parte maior era de grama baixa. Eles olharam para o lugar, também haviam flores perfumadas, as árvores tinham frutos maduros, parecia um milagre aquele lugar.
Luca e Martha pararam e se deitaram olhando para o céu. Fred lhes disse:
– E então, gostaram do lugar?
– Você está realmente perguntando isso? É claro que amei o lugar, é lindo. –Disse Luca revoltado.
– É maravilhoso, como você descobriu esse lugar Fred? – Disse Martha, impressionada.
– Eu vivo andando por aí, um dia desses estava passando por aqui perto e vi esse lugar, então pensei que era perfeito para o propósito que trouxe o Luca aqui hoje.
– O que, você não nos trouxe para férias? – Perguntou Luca, insistente na ideia de que não teria que treinar.
– Não Luca, você veio aqui para treinar. E é isso que vamos fazer, algo de muito ruim está para acontecer, sinto que seu irmão anda treinando, e que Érico já fez a parte dele por Jason. Luca, hoje você vai descobrir mais uma de suas “armas”. – Então Fred assobiou.
– Que arma? – Disse Luca ainda olhando para o céu.
Luca começou a prestar atenção em uma figura que se formava a certa distância, a figura foi cada vez ficando mais nítida, até que se formou uma figura que já podia ser distinguida. Luca se assustou levantando e dizendo:
– Um cavalo?! O que é aquilo Fred?
– Acalme-se. Deixe-o pousar. Então explicarei.
O cavalo voador foi se aproximando, até pousar levemente na grama baixa. Era um cavalo branco, de olhos azuis, tinha grandes asas nas costas , parecia feliz. Ele se aproximou de Fred que o acariciou. Ele disse:
– Diga olá para ele Luca, o nome dele é Aladus. É um dos filhos de Pégasus, você deve saber, o cavalo voador dos céus. Espero que goste dele, ele vai ficar um pouco arredio com você, mas você vai se acostumar, depois serão grandes amigos.
– Um cavalo? Mas eu não sei andar a cavalo.
– Mas eu sei, e posso te ensinar. –Disse Fred, enquanto Martha e Aladus brincavam um com o outro.
– E em que isso vai me ajudar? Não entendo para que um cavalo vá servir contra o meu irmão.
– Você vai entender. Aladus venha cá. –O cavalo se aproximou. – Agora Luca, suba nele, ande.
Luca começou a subir no cavalo, ele relinchou e derrubou-o. Fred acalmou o cavalo, enquanto Luca se levantava. Ele tentou novamente, agora mais alerta, o cavalo relinchou novamente, tentando derrubá-lo, mas não conseguiu. Quando Luca terminou a subida, o cavalo quase enlouqueceu, começou a correr pelo campo, Luca segurou sua crina para segurar-se, mas o cavalo continuou, até que começou a voar, dando cambalhotas no ar, até que deixou Luca de cabeça para baixo, só seguro pela crina.
Fred continuou parado, sem o mínimo de atenção. Martha estava desesperada, gritava para Fred ajudá-lo, mas ele não fazia absolutamente nada. Então Luca percebeu aquilo e parou, e disse:
– DESÇA! – O cavalo relinchou, mas obedeceu. – Agora me ponha no chão. – O cavalo enquanto desceu, colocou cuidadosamente. – Tudo bem, bom menino. –Disse Luca, acariciando o cavalo.
Fred riu-se de cabeça baixa; Martha estava totalmente atordoada, não sabia como o namorado tinha feito aquilo. Fred ergueu a cabeça e disse:
– Muito bom, garoto. Agora que aprendeu a controlar seu cavalo, eu tenho algumas notícias. Eu não trouxe você só por causa dele. Vou ensinar-lhe a usar uma arma poderosa, que está dentro de você. Eu preciso que venha até mim, fique a alguns metros de distância, mas de frente para mim.
– Hã? Algo que está dentro de mim. – Disse Luca parando de acariciar o cavalo e se aproximando de Fred.
Ao ficar frente a frente com ele, Fred continuou:
– Agora quero que se concentre, pense em uma armadura, com elmo, mas uma armadura completa. Concentre-se nisso.
Luca se concentrou, e enquanto se concentrava, Fred emanava uma luz azul. Luca perdeu sua concentração e quando se virou para dizer algo, ficou parado, extasiado. Fred estava usando uma armadura azul, com um elmo com pequenas extremidades em cima, e espaço para os olhos e nariz. A armadura em si era incrível, contornava completamente seu corpo, até os pés. Aquela armadura deixava Fred assustador. Este disse:
– E então Luca? Já se concentrou?
Luca ainda estava boquiaberto, mas conseguiu dizer:
– In...crí...vel!
Martha também estava impressionada enquanto estava montada em Aladus. Ela disse:
– O Luca também pode ficar assim?
– Mas é claro! É só ele se concentrar direito ao invés de ficar pensando em carneirinhos.
– Eu posso? – Perguntou Luca ainda impressionado, mas desconfiado.
– Claro, agora faça sua parte e concentre-se. Pare de pensar atenção em mim garoto.
Luca agora feliz pelo que ouviu se concentrou ao máximo, uma luz branca começou a emanar de seu corpo, ele estava quase flutuando de tanto se concentrar. Ao fim de tudo, Luca estava usando um elmo branco que tinha um sistema abre-e-fecha no rosto, com uma armadura branca que fazia seu corpo parecer duas vezes maior. Ele invocou sua espada, Skyblade, ele parecia fazer parte da armadura, então olhou para Aladus, ele combina perfeitamente com tudo.
Ele subiu em Aladus, que aceitou seu controle. Luca parecia um cavaleiro medieval, fechou seu elmo, e rédeas surgiram e Luca começou a cavalgar com o cavalo. Eles começaram a voar pelos céus, Luca se divertia, mas percebia a gravidade da coisa. Então fez com que Aladus descesse do céu.
Ao chegar ao chão, Luca disse:
– Tudo bem, eu já me diverti demais. Agora Fred, por que você me ensinou isso, parece que vai haver uma guerra.
– Eu não diria uma guerra, mas o que está por vir não é nada bom. Esse treinamento é uma precaução que estou tomando. Espero que tenha aprendido tudo, treine enquanto eu não estiver próximo. Agora podemos ir. Se bem que o dia está lindo, eu posso deixá-los aqui, depois vocês podem me ligar para eu buscá-los, aposto que não sabem o caminho de volta.
– Sim, ótima ideia! – Disse Martha, empolgada.
– Eu também gostei da ideia, pode ir Fred, depois ligarei para você.
– Tudo bem meninos, divirtam-se nesse lugar lindo. Ah, e tome cuidado com os animais da noite, eles mordem. –Disse Fred dando uma piscadela.
– Tudo bem, vá Fred, vá. – Disse Luca, quase expulsando o amigo.
Fred se foi. Martha e Luca ficaram sozinhos, somente com Aladus por perto, vigiando. Eles tentaram se beijar, mas o cavalo relinchou, assustando-os. Então Luca disse:
– Acho que eu entendi o que ele quis dizer com “Cuidado com os animais”. – E riu-se.Capítulo XVI: Confusões no Egito
Noticiário de TV: “Tempestades de areia atingem fortemente a região das pirâmides, os ventos chegam a 100 Km/h derrubando tudo o que tem pela frente, os meteorologistas alertam...”. Vendo a notícia, Luca corre até o celular e disca rapidamente para um número, ao atender a voz do outro lado diz:
– Eu já sei o que está havendo, estou indo para aí, não saia de casa. Agora desligue, pois preciso continuar andando.
Luca desligou e se sentou no sofá, nervoso. Martha também havia ouvido a notícia, e disse, com uma voz suave:
– Luca, será que é seu irmão?
– Eu temo que sim Martha, espero que não seja mais uma daquelas magias de destruição mundial.
– Eu também. – Ela se sentou próximo a Luca, e ficou a espera de quem fosse ao telefone.
Minutos se passaram, e a campainha toca, era Fred, ele entra rapidamente e diz:
– Vocês já devem saber quem está fazendo isso não é?
– É ele? Droga, temos que detê-lo. –Disse Luca, suando de nervoso.
– Sim, por isso nós temos que sair o mais rápido daqui . Não sei se será possível ir por terra, teremos que ir de jatinho, mas ele terá que voar alto para que a tempestade não o alcance. –Disse Fred, decidido.
Rapidamente eles se levantaram e foram andando diretamente para o jatinho. Lá Fred pediu para que o piloto voasse o mais alto possível e desviasse da tempestade mais forte. O piloto assentiu, e eles partiram. O jato era muito rápido, eles demoraram menos de uma hora para se aproximar do Egito, em um avião normal eles levariam horas, até dias.
Rapidamente reconheceram as tempestades de areia anunciadas no noticiário. Eram muito fortes e não permitiam ter visão de absolutamente nada do outro lado. O piloto seguia ordens de Fred, que o estava guiando para um lugar onde pudessem pousar e depois seguir até encontrar seu alvo.
Eles conseguiram, contornaram a tempestade até encontrarem um lugar de onde seria possível continuar a pé. O jato pousou, silenciosamente na areia, o grupo desceu, Luca disse ao piloto para voltar para casa, caso precisassem, eles iriam chamá-lo. O piloto assentiu, e as hélices voltaram a bater no ar, e o jato de distanciou. O grupo começou a andar, em direção onde a tempestade parecia ter começado.
Passou meia-hora, eles estavam cansados de andar, mas por fim viram figuras a certa distância. Mesmo longe, eles reconheceram, era o trio maléfico de Jason, Érico e Alexandra. Havia algo estranho, uma energia roxa, como uma bola, flutuava em frente ao um livro e Érico parecia estar conjurando as palavras.
Eles se aproximaram, ao vê-los, Jason disse:
– Olha quem temos aqui: maninho, a namorada irritante e o idiotinha subordinado. – Jason então disse algumas palavras no que parecia ser latim, e cordas da mesma cor da energia que se formava, saíram do chão e prenderam o grupo. – Oh, vocês caíram, que ótimo. Querem ouvir meu plano?
Amarrados e cansados, Luca respondeu em nome do grupo:
–Por que você não me solta, e lutamos de homem para homem? Ou você é covarde demais para fazer isso?
– Ah maninho, não dá, eu preciso controlar essa pequena bola de energia, ela está pequeno, eu posso controlá-la com a mente, mas ela vai crescer, daí terei que usar meu corpo, e bem, lutando não é a melhor opção. Agora vamos ao meu plano: Enquanto vocês estão aí presos por essas cordas de energia, Érico está conjurando o...
– Total Exitium. – Disse Fred, completando a frase de Jason.
– Exatamente subordinado. Bem, com isso uma energia que eu forneço vai se acumulando, e se tornando uma grande bola de energia negra. Ao final essa bola de energia vai ser liberada, e se arrastar pelo chão, vai fazer uma “Varredura” no mundo e imagine o que acontece quando a energia toca um humano? Ele se torna um zumbi que obedece as minhas ordens. E imagine o que ocorre aos prédios e todo o resto? São completamente destruídos. Ah, e é claro, do centro da Terra saem alguns mortos, esqueletos mesmo, que se tornaram meu exército imortal. E então, eu dominarei o mundo. Não é legal?
– Seu, seu ... idiota. Solte-me agora! – Disse Luca, começando a ficar furioso.
– Luca, acalme-se, olhe o que eu já lhe disse. Jason, você é realmente um mané, você realmente acha que você vai conseguir terminar essa magia? E mesmo que termine, irá conseguir controlar um exército de mortos-vivos? Eu não confiaria nisso.
– Cale-se. Eu tenho mais controle do que imagina. AH, agora a bola de energia vai precisar mais de mim. Bem, divirtam-se no show.
Jason se virou, agora tendo de utilizar suas mãos para controlar a energia. Luca e os outros estavam tentando de soltar, até Fred murmurar:
– Ei Luca, seria possível você pegar um vidro que está bem aqui no meu bolso esquerdo, eu não o alcanço.
Luca olhou abismado, mas obedeceu, esticando ao máximo para pegar o vidro. Sucesso, ele entregou o vidro na mão de Fred mesmo com certa dificuldade. Fred então disse:
– Patefacio libera nos a malo.
O vidro flutuou e soltou o líquido que continha dentro nas cordas. Como se fosse ácido, as cordas se dissolveram, liberando-os. Luca se espreguiçou e estalou os dedos dizendo:
– Agora é minha vez. – Invocou sua Skyblade.
Seguindo em direção ao irmão, Luca nem percebeu quando Érico alertou Jason sobre os “prisioneiros” terem sido libertados. Jason se virou dizendo:
– Alexandra, use seu poder e controle a energia, eu tenho alguns problemas a resolver. – Alexandra assentiu, tomando o lugar de Jason. – Muito bem, não sei como se libertou, mas sei que agora é hora de te mostrar uma surpresinha, algo que aprendi há algum tempo com Érico, e penso que essa é a hora de usar.
Então Jason se concentrou, e então uma armadura negra com detalhes vermelhos o cobriu, seu elmo tinha um penacho vermelho sangue em cima, e sua armadura o também fazia parecer maior e mais assustador. Quando se virou para olhar para Luca, Jason se assustou, mas tentou não demonstrar, Luca já estava em posição de luta, em cima de Aladus, com sua armadura e espada.
– Você vai lutar a cavalo? Tudo bem. – Disse Jason fazendo movimentos com a mão, que fez com que uma poça escura surgisse ao chão.
Daquela poça saiu um cavalo. Ele era de um negro puro e seus olhos eram alaranjados, parecendo faíscas, seu pelo era curto. Jason montou nele e disse:
– Essa é Ferum, minha égua do centro do mundo.
Luca o observou, e disse:
– Legal a roupa nova, mas não me assusta, agora vamos lutar. – Disse ele erguendo a espada e preparando uma estocada contra o irmão.
Este desviou, e tentou lhe acertar um golpe por cima, desviado pela própria espada de Luca erguida. Eles se afastaram, e depois os cavalos correram ao mando de seus donos, um contra o outro. As espadas se encontraram no ar, quase derrubando os cavaleiros.
Vendo a cena, Martha e Fred começaram a discutir:
– Precisamos fazer alguma coisa. –Disse Martha, aturdida.
– Eu sei, Martha, nós precisamos tirar o Érico de perto daquele livro, antes que a bola atinja seu nível máximo. – Disse Fred.
– Tudo bem, mas como iremos fazer isso?
– Você pode distrair Alexandra, eu irei tentar tirar Érico de lá.
– Ok.
Então Martha correu e começou a zombar de Alexandra, que furiosa tentou sair, mas Érico a alertou de que se saísse, a bola poderia perder o controle e se desfazer. Alexandra assentiu à ordem e continuou controlando a bola. Nervosa Martha tenta atacá-la, mas alguma coisa a protegeu, algo como se a energia da bola tivesse feito uma bolha de proteção em volta dela.
Fred se aproximou de Érico, que muito desligado, nem percebeu sua aproximação. Fred pulou em cima dele, fazendo-o cair. Vendo-se debaixo de Fred, Érico disse:
– Você acha que eu realmente seria burro de ler o livro? Eu sei a magia de cor Fred, hora de acabarmos com isso.
Fred então o olhou assustado, e Érico continuou a conjurar as palavras. Fred então tentou atacar o livro, mas a mesma bolha de Alexandra também o envolvia. A bola tomou enormes proporções. Então Jason e Luca pararam a luta e Jason disse:
– Sim, é isso. Agora está na hora. –Jason desmontou de Ferum e seguiu correndo até onde estava Alexandra, tomando o controle.
Vendo a cena Luca sentiu que a “bolha de proteção” se rompeu, e sabia que aquilo era o início da magia. Não pensou duas vezes, invocou seu arco e mirou, soltou a flecha que acertou em cheio o livro quando ele ainda estava flutuando, mas Érico disse:
– É tarde demais.
Assustado, Fred então parou em frente à bola, que estava descendo , talvez para envolver a terra em volta e se dissipar para o resto do mundo, Ele virou suas mãos para a bola, virou seu rosto, e suas mãos brilharam e um tipo de “jato de luz” saiu delas, atingindo a bola e fazendo desaparecer em pedacinhos. Então Érico disse, furioso:
– VOCÊ QUEBROU O PACTO! VOCÊ ESTÁ PERDIDO.
–Eu não quebrei, não havia nenhum humano aqui para ver. O pacto não está quebrado. –Disse Fred.
–VOCÊ ACABA DE QUEBRÁ-LO, EU NÃO IREI TER MAIS PIEDADE, AGORA QUE VOCÊ QUEBROU, TAMBÉM QUEBRAREI E O MUNDO SE TORNA-RÁ O CAOS. – Ao dizer isso, ele desapareceu em uma enorme escuridão que deixou rastros e fumaça por todo o canto.
Jason e Alexandra também assustados simplesmente desapareceu na fumaça comum de sempre. Luca então perguntou:
– O que foi aquilo Fred?
– O pacto, ele pensa que foi quebrado...
– Que pacto? –Perguntou Martha.
– É uma longa história, eu só posso adiantar que eu e ele fizemos um pacto de nunca usar nossos poderes na presença de humanos comuns. Talvez ele tenha se esquecido do final e pensa que eu quebrei-o.
– O que vai acontecer agora? –Perguntou Luca, preocupado.
– Eu não sei, sinceramente, não sei. –Disse Fred, desapontado. – Vão para casa. Talvez lá seja mais seguro.
– Tudo bem, nós vamos, se cuide Fred. –Disse Martha num tom suave e assustada ainda com tudo.
– Até logo Fred, e depois eu quero que me ensine aquele jato ok? –
– Tudo bem. –Ele riu-se. –Num futuro, se houver.
Martha e Luca seguiram, assim como Fred. Não muito longe dali, Jason e Alexandra iam andando pela areia, até que Jason tropeçou em alguma coisa. Ele praguejou, até que olhou para em que havia tropeçado, era um livro. Ele pegou, e folheou, na primeira página estava escrito:
“Livro de magia negra – John Forest”
Mais abaixo havia uma dedicatória e nela havia escrito:
“Para o meu sobrinho Jason Forest, cuide bem desse livro.”
Jason fechou o livro e começou a rir alto, maleficamente. Algo estava errado.Capítulo XVII: O dia em que a Terra parou– Parte I
Luca acordou com uma trovoada, já era dia. Ele se levantou, e percebeu que Martha não estava na cama, dormindo. Foi até a cozinha, e nada de Martha, nem na sala, ou banheiro, ou qualquer outro cômodo da casa. Ele pensou que ela pudesse ter ido comprar pão.
Estava frio, Luca vestiu seu casaco e esperou. Passou meia-hora, mais do que o tempo que ele normalmente levava para ir até a padaria, e Martha não havia voltado. Ele disse estranhando:
– Martha não demoraria tanto, o dia está estranho. Ai, que droga de frio! Vou dar uma saída para procurar por ela. Estou preocupado.
Então Luca saiu do apartamento, o dia realmente estava estranho. O céu estava avermelhado, mesmo que estivesse cedo, as ruas estavam vazias. Luca caminhava e via todos os estabelecimentos fechados e sem ninguém por perto.
Luca continuou andando, então no meio da rua, houve um estalo e Luca caiu, na sua cabeça as memórias de seu passado retornavam sem motivo. Até que começaram a vir passagens de sua vida:
“– Luquinha, você consegue, ande, me ataque. – Dizia Jason.
– Tá legal! – Disse Luca enquanto desferia um ataque com sua Skyblade
Mas Jason desviou do ataque e desferiu sua Skyblade contra a de Luca. Forçando-a para baixo. Luca disse:
– Pare Jason, está doendo.
– Não! Os inimigos que papai conta vão fazer pior. Vai! – Dizia Jason.
– Pare! –Disse Luca já em desespero.
Então uma figura surgiu próximo aos dois e disse:
– Pare Jason, você está machucando seu irmão.
Mas já era tarde, o braço de Luca torceu e a figura masculina gritou:
– Jason, vá imediatamente para o seu quarto... não, vá limpar os pratos, e limpe a casa de uma vez. Ande!
– Mas pai. – Disse Jason sendo cortado.
– Sem mas. Vá! – Disse o pai deles.
Então Jason saiu, olhando para o pai que cuidava do braço de seu irmão.”
Então Luca se levantou, com a cabeça doendo e disse:
– Por que essas memórias estão voltando agora? O que está havendo. Algo de muito ruim está ocorrendo, eu preciso encontrar o foco disso.
Luca continuou a andar o céu agora estava mais vermelho, e as nuvens trovejavam, mas sem chuva. Luca passou por lugares que sempre havia pessoas, mas agora estavam vazios. Quanto mais andava, mais frio sentia. A cidade parecia ter sido dominada por fantasmas.
Novamente houve um estalo e Luca caiu, dessa vez batendo a cabeça no chão, suas memórias voltavam mais e mais:
“Era a festa de aniversário de Jason de 12 anos, seu pai fizera uma festa pequena, como sempre, a dele era sempre menor e menos importante. Só havia três pessoas na casa, um bolo, e dez balões, as pessoas eram Jason, Luca e seu pai, Michael. Michael disse:
– Parabéns meu filho, eu lhe desejo toda a felicidade do mundo. – E deu-lhe um abraço apertado.
– Sim pai, obrigado. Mas, e o meu presente. – Disse Jason, inconformado.
– Presente? Ah, eu vou trazer para você semana que vem... não se preocupe. – Disse Michael, atordoado.
Então, o pequeno Luca de 11 anos disse sorrindo:
– Maninho, para você. – Entregando um pequeno desenho deles lutando e uma baqueta. – Para quando você tiver uma bateria, já que ainda não temos dinheiro para comprar uma.
O irmão aceitou feliz. E deu um pequeno tapinha nas costas do irmão menor, de gratidão. A campainha toca, Jason vai atender, e toma um susto com a figura que vê, um homem de meia-idade, caucasiano, cabelos negros e olhos num tom mesclado de vermelho e preto. Jason chamou seu pai que deu para o homem um olhar de desgosto e disse:
– O que você faz aqui John? Eu já lhe disse para nunca me visitar.
– Eu vim trazer o presente para o meu sobrinho, este mesmo do seu lado. Eu sei que hoje é aniversário dele e trouxe um pequeno presente, está no carro. Pode ir lá pegar pequeno Jason. – Disse o homem que esperava alguma reação dele.
Jason correu até o carro do homem. Seu pai tentou segura-lo mas não conseguiu, e então disse:
– Não compre o meu filho com presentes, eu não quero que você tenha relação alguma com eles. – Disse Michael para o irmão.
– Não se preocupe, eu só vim trazer um presente, e estou indo embora. – Disse John enquanto voltava para o carro, ao encontrar com Jason que tinha no rosto um enorme sorriso,disse: – Pequeno Jason, não se preocupe, eu sei como se sente nessa casa, se quiser eu posso lhe encontrar novamente, e poderemos conversar a sós.
Jason assentiu, com um olhar malicioso, e voltou para casa. Ao chegar seu pai disparou um olhar de desaprovação para ele. Jason foi até o irmão, que se impressionou com o que ele tinha nas mãos, era uma bateria novíssima. Os dois estavam empolgados, mas o pai não estava nem um pouco feliz com a cena, e deixou os dois de castigo por uma semana.”
Luca se levantou, o sangue escorria pela cabeça por causa da batida. Ele estava mal, com frio e sem ninguém. Mesmo assim continuou andando e disse:
– Eu sei que tem alguma coisa errada, e não se parece com nada fraco, eu sinto que algo muito pior vai acontecer. Eu vou tentar ligar para o Fred, talvez ele não esteja muito longe daqui.
Então Luca continuou até encontrar um orelhão próximo, discou o número, mas uma mensagem disse: “O número que você discou está fora de área ou desligado.”
– Mas o que? O Fred nunca sai de perto de um lugar com sinal, e muito menos deixa o celular desligado. Agora me preocupa o que está havendo com o mundo todo.
Luca agora estava muito preocupado, estava até mesmo com medo daquela situação. Então teve uma ideia para saber como estava o mundo, ligar uma TV! Foi até uma loja de eletrodomésticos e antenas, vazia, e ligou a TV, mas infelizmente estava sem sinal.
Luca se afastou e saiu da loja, se até as tecnologias pararam... Luca disse:
– O mundo acabou e eu sobrevivi, só pode ser isso! Eu não sei o que pode ter acarretado isso, mas deve ter acontecido. – Ele estava quase enlouquecendo, mas então se lembrou de suas memórias. – Mas, não... essas memórias tem que ter alguma explicação lógica ... elas não podem simplesmente surgir.
Luca então pensou que poderia encontrar o foco daquilo seguindo o frio, agora o ar que expirava já estava congelando. Ele seguiu pelas ruas cada vez mais frias, até que novamente houve um estalo, e Luca caiu por inteiro no chão. Dessa vez a memória era do pequeno Luca seguindo seu irmão:Capítulo XVIII: O dia em que a Terra parou– Parte II
“Luca percebeu que seu irmão havia levantado no meio da noite e começou a segui-lo. O irmão saía de casa e andava rapidamente, ele segue por ruas escuras e becos, desviando de pessoas que pareciam aterrorizantes para Luca.
Jason percebeu a presença de algo o seguindo e virou-se, mas felizmente Luca conseguiu se esconder atrás uma pequena lixeira, não sendo percebido, Jason seguiu. Luca continuou a segui-lo até um beco atrás de um enorme apartamento, e escondeu-se atrás de uma grade, numa sombra.
Jason parou e um homem surgiu, olhando melhor Luca percebeu que era o mesmo homem que trouxera o presente de Jason no outro dia. Eles começaram a conversar:
– Olá sobrinho, então você veio, como eu esperava.
– Sim tio, eu vim, para saber o que você tem a me dizer. Eu confio em você, mas do que em meu pai, saiba disso.
– Oh sim, claro. Eu lhe trouxe aqui para lhe perguntar como você se sente naquela casa, sendo torturado pelo seu pai, que lhe faz trabalhar o dia todo sem descanso. Além de ter que cuidar do pirralho quando ele sai.
– Sim, eu odeio meu pai, ele sempre acha que estou errado em tudo. Me bota de castigo toda a semana e nunca deixa sair antes que termine o “trabalho de casa”. Eu quero sair de lá, mas não sei para onde ir.
– Não se preocupe pequeno, eu vou te ajudar. Vou lhe ensinar a usar a magia contrária a que você aprende.
– Você se refere à arte da escuridão?
– Sim, exatamente. Meu irmão deve ter lhe dito que essa é a magia do mal, mas sem ela o mundo não existiria. As duas vivem lado a lado, tentando uma acabar com a outra.
– Eu entendo. Mas, eu poderia usá-la para o mal, certo?
John deu um olhar malicioso:
– Mas é claro, usar essa magia para o mal seria incrível. Agora, deixe-me pensar... sim. Jason vá para casa, e faça as malas, amanhã de madrugada saia, eu estarei esperando por você, e então iremos para minha humilde mansão.
– Sim tio.
Então Jason saiu do beco. Luca estava totalmente assustado, correu como um louco até chegar em casa, primeiro do que Jason e fingir que estava dormindo.”
Luca ficou alguns instantes parado no chão, deitado de tanta dor. Mesmo assim, juntou forças e se levantou:
– Agora estou começando a entender, essa é a história do meu irmão. Alguma coisa está me fazendo ver o porquê ele se tornou do mau.
Luca agora andava lentamente pelas ruas, encontrou um café, vazio, e entrou. Procurou por algo para comer, o lugar parecia ter sido abandonado, mas deixaram tudo lá. Ele comeu um lanche e tomou um pouco de água, se recuperando.
Saiu do café, o tempo estava tão frio que estava a ponto de nevar. Luca tentou encontrar uma loja de roupas próxima, então se lembrou de uma que ficava na esquina. Andou até lá, com certa dificuldade, e lá dentro pegou outro casaco mais quente e confortável para o seu tamanho.
Ao sair, a neve começou a cair, era como se o frio quisesse derrubá-lo. Luca estava decidido, iria encontrar o que estava fazendo aquilo. Uma camada de neve espessa se formava no chão. Ao dar mais alguns passos, Luca soube que ia receber outro estalo, então procurou um lugar mais “seguro” para se cair, e deixou acontecer. As memórias vieram:
“Jason arrumava as malas cautelosamente e escondido, enquanto o irmão dormia. Mas a baqueta que o irmão lhe dera no seu aniversário caiu no chão, produzindo um barulho que acordou Luca. Ao ver as malas Luca disse:
– Então você vai mesmo embora, eu pensei que você não iria para a casa do tio.
– Mas, não, eu não vou... espera, como você sabe que eu vou para a casa do tio?! – Disse Jason, apavorado.
– Eu te segui, na noite em que você se encontrou com ele. Não vá Jason, por favor, fique conosco.
– Não, você sabe que eu não posso, se quiser eu levo você comigo, e você poderá ficar ao meu lado e governar talvez até o mundo.
– Não Jason, esse não é o caminho certo, você sabe que não é. Ou você fica, ou eu vou contar para o pai aonde você quer ir.
– Você não vai não, se você não quer que eu brigue com você, não conte nada para o pai.
– Mas isso é errado, eu não vou deixar você fazer isso. Você não pode fazer isso. Fique Jason!
– Não. – Disse Jason, invocando sua Skyblade.
– Ah é assim.
Luca também invocou sua Skyblade, e os dois ficaram lutando. Jason impôs sua força sobre a espada de Luca, fazendo-o cair. Aproveitou o tempo para pegar a mala e sair correndo. Michael viu o filho saindo pela porta com a mala, tentou correr mas era tarde, Jason já estava longe.
Foi até o quarto e viu o filho chorando, e disse:
– O que foi filho, onde seu irmão foi?
– Papai... ele foi embora, nunca mais vai voltar... ele foi para a casa do tio, para aprender a arte da escuridão. – Disse Luca, enquanto chorava lágrimas e lágrimas de dor.
– O quê?!
– Sim, eu vi eles conversando, ele vai para a mansão do tio, e vai tentar dominar o mundo.”
Luca se levantou, não estava tão mal quanto antes, a neve amorteceu sua queda. Ele pensou em dizer algo, mas guardou para si. Ele sentia que seu irmão estava fazendo aquilo tudo, mas não sabia como.
Continuando sua caminhada, Luca percebeu um pequeno raio negro que desceu do céu. Agora ele sabia para onde estava indo. Quase saiu correndo, mas a neve fofa impediu. Ao chegar mais perto de onde o raio caiu, novamente aconteceu um estalo, e Luca caiu sobre a neve. Sua última memória se revelou:
“Luca sabia onde era a mansão, e em dias aleatórios, ficava observando o que seu irmão fazia lá. Ele parecia feliz naquele lugar, treinava, tinha empregadas para fazer tudo por ele, comia bem melhor do que na casa de seu pai, ficava na piscina.
A vida dele parecia uma maravilha. Num desses dias, Luca ouviu uma conversa entre John e Jason na cozinha de prata dele:
– Então Jason, já está pronto para trocar de arma?
– Eu só preciso de algo para eu sentir ódio não é?
– Sim, exatamente, é só pensar na briga que teve com seu irmão no dia de sua partida.
– Ótima ideia, eu tive ódio do meu pai por ele ter criado meu irmão para ser um soldadinho da luz. Ele agora deve fazer todo o trabalho que eu fazia antigamente, e o pior, deve colocar na cabeça dele que agora eu sou o mal que ele deve derrotar.
– Sim, sim, sustente essa raiva que está dentro de você.
– Eu vou fazer isso tio, mas no dia. Eu só queria que meu irmão estivesse comigo...
– Ah, não fique assim, ele escolheu o lado dele, agora você deve definir o seu meu sobrinho. Talvez você possa convencê-lo depois a se juntar a nós.
– É, talvez.
– Então você já sabe, eu vou lhe esperar semana que vem no Soul Graveyard. Assim, você poderá se livrar logo dessa espadinha de luz e trocar por uma dessas. – John invocou uma Hellblade magnífica em cores.
Jason olhou para a espada, parecia ser seu desejo tomá-la. Luca foi embora, na esperança de que seu irmão mudasse de ideia. Na outra semana, Luca foi até o lugar dito pelo seu tio, o tal Soul Graveyard. Lá encontrou Jason e John conversando, talvez se preparando.
– Concentre toda a sua raiva na espada Jason, quando sentir, você poderá soltá-la, e poderá controlá-la assim, use todo o seu poder para transformá-la.
– Tudo bem tio. Eu irei.
– OK. – Disse John se afastando do sobrinho. – Quando você quiser.
Então Jason invocou sua Skyblade, a segurou e começou a se concentrar. Os seus olhos começaram a ficar negros, totalmente. Ele soltou a Skyblade, que flutuou por entre suas mãos.
Um brilho estranho começou a sair da espada, e outro escuro começou a entrar nela. A espada perdeu sua luz, tornando-se negra, e o outro brilho riscou um vermelho sangue nela, pedras vermelhas surgiram na espada.
Luca começou a ter medo daquilo, mas continuou assistindo. Jason disse, com uma voz que era absurdamente mais forte que a dele:
– PRAESENT TENEBRAE.
Uma luz obscura saiu do chão, se erguendo até o céu, Jason estava no meio daquela luz, com aquela espada maligna. Quando aquela luz saiu, Jason estava diferente, parecia que o ódio havia lhe tomado, então ele disse (com sua própria voz):
– Eu te declaro, minha Hellblade.”
Luca se levantou, ainda estava mal pela batida, mas tinha que chegar até onde o raio caiu. Ele foi andando, e o frio começou a diminuir, mas não pouco, diminuiu drasticamente, a temperatura ficou normal. Ao chegar à esquina de onde o raio havia caído, a neve já havia sido descongelada.
Agora uma poeira surgia como uma neblina para Luca, e o impedia de ver o que estava do outro lado. Ele foi andando para lá, uma figura começou a se formar, ele foi se aproximando e aproximando até que a figura tomou certa nitidez, era Fred sentado.
Mas Fred não estava sentado simplesmente, estava amordaçado e amarrado, o lugar era familiar, Luca o reconheceu, era o Soul Graveryard. Quando viu Luca, Fred fez um sinal negativo desesperado, como se estivesse dizendo para ele sair dali, mas era tarde. A poeira sumiu numa explosão de ar e Jason apareceu no meio daquilo.
Impressionado, Luca tentou correr para salvar Fred, mas Jason esticou a mão para frente, e a fechou. Com isso, Luca parou no ar e começou a espernear e gritar, ele estava sendo segurado pelo irmão. Então Jason disse por fim:
– Ah, maninho, você caiu na minha armadilha, a isca foi boa não?
– O... que, mas ... como, onde? Que ... poder é esse? – Disse Luca sufocado.
– Ah, já percebeu? Olha maninho, eu não posso desconsiderar o que me deu isso, mesmo que eu ache que eu teria capacidade de ter todo esse poder sozinho, mas o que me ajudou mesmo foi esse livrinho aqui, que titio mandou para mim.
Luca parou e olhou apavorado para o livro, e disse:
– Esse não é o livro... Mas como ele te deu, é impossível!
– Não é não... podemos dizer que titio está bem e livre felizmente, mas como tudo tem a parte ruim, nosso pai também está livre, eu já mandei o Érico procurar por ele. Irmãozinho você gostou da historinha que mandei para você, na sua cabeça?
– Então, foi você? Mas... não, eu não vou perguntar.
– E nem precisa, aquela é a história de como eu vim parar aqui, e eu tenho certeza que depois da sua amnésia depois daquele dia, você não deveria se lembrar disso. Olha mano, eu vou agora lembrar você do que aconteceu naquele dia.
– Não, não faça isso, você sabe que aquela amnésia foi o que me salvou de ter um colapso psicológico.
– Ah, mas nós vamos ver juntos, eu vou estar lá com você, não se preocupe.
Então Jason fez um movimento com as mãos e um livro com uma luz verde envolvente surgiu nelas. Ele abriu o livro e começou a folheá-lo, abriu o livro por inteiro na página, e a luz verde envolveu Jason e Luca.
Luca abriu os olhos, e parecia não ter saído do lugar, estava no Soul Graveyard do mesmo jeito. Mas quando voltou os olhos, Jason estava do seu lado, observando o cenário. Então duas figuras surgiram, eram Michael e John, John estava usando o mesmo livro que Jason, e Michael estava tentando impedir que seu irmão usasse o poder daquilo, tentando controlar o livro.
Mas Michael não conseguiu, seu irmão conseguiu usar o poder e uma enorme luz verde tomou o lugar, quando se dissipou, Michael estava caído, completamente esfarrapado, e John estava com os pés sobre suas costelas.
Luca então se viu quando pequeno próximo ao pai, chorando ao ver a cena, e Jason estava do outro lado, até mesmo rindo do que acontecia. Michael juntou forças e disse:
– Luca... use o... colar, como.... eu te en...sinei.
O pequeno Luca parou de chorar, e olhou com ódio para o tio, e depois com pena para o seu pai, no pescoço ele tinha um colar que tinha uma pedra vermelha retangular no meio. O pequeno Luca arrancou o colar, apontou para o tio e o pai e disse:
– Sigillum illae animae.
O tio olhou para o menino, apavorado. Um portal retangular, assim como a pedra se formou atrás de John e Michael, uma poeira se levantou e John começou a ser arrastado para lá, assim como Michael. Michael disse uma última palavra antes de entrar no portal:
– Obrigado... filho!
Quando os dois tinham acabado de entrar, Luca jogou o colar dentro do portal, que se fechou instantaneamente. O irmão o olhou, abismado e com raiva, correu para longe.
Ao fim da cena, Luca e Jason mais velhos voltaram para o tempo atual. Jason disse:
– É por isso que eu desejo tanto destruí-lo, você jogou meu tio lá dentro daquele maldito portal. Agora eu quero que você morra, e sinta-se como ele!
Uma aura negra surgiu em volta de Jason, ele começou a flutuar, sua armadura surgiu num instante, parecia ter sido melhorada, agora tinha um brilho como se a armadura fosse feita de obsidiana, e as pedras vermelhas, foram substituídas por rubis.
Jason segura o livro como um verdadeiro mago medieval, e olhava para Luca com ódio, mas disse algo antes, rosnando:
– Infelizmente, eu acabo de pensar. Você vai gostar de ver isso, eu vou torturar um pouco a sua namorada, antes de você morrer.
– Não! Eu lhe imploro não a machuque, eu deixo que você faça o que quiser comigo, mas não a machuque.
– Errado, eu já vou fazer o que eu quero com você, mas antes quero vê-lo triste, a ponto de perder alguém que tanto preza.
Então Jason deu um estalo de dedos e Martha apareceu no chão, amordaçada e amarrada. Com outro estalo, Martha perdeu a amordaça e as cordas, e foi correndo ao encontro de Luca.
Mas antes que pudesse chegar até ele, Jason fechou a mão, segurando Martha no ar, e disse:
– Onde você pensa que vai docinho?
Então com a mão ainda fechada, começou a fazer movimentos como se estivesse esmagando uma pedra entre os dedos. Houve barulho de ossos quebrando e Martha gritou de dor.
Vendo aquilo, Luca invocou seu arco e começou a atirar flechas em seu irmão, sem sucesso. Isso só deixou Jason com mais raiva, e ele disse:
– Então, você acha que um arquinho vai me parar? Então chegou a sua vez, irmãozinho, agora eu irei tirar completamente seu poder sobre a luz, e convertê-lo para o poder das trevas, e trazê-lo a mim.
Jason ergueu o livro que começou a flutuar e disse:
– May potentiam lucis et convertetur in tenebras tollitur, qui venit ad me potestatem.
Luca se flutuou, e começou a brilhar, e do seu peito saiu uma bola brilhante, que deixou Luca sem seu brilho. E esta bola de luz, veio a se converter em trevas, e Jason a segurou e depois a empurrou contra seu peito, e ela entrou, fortalecendo-o.
Luca então caiu no chão, sem forças. Estava acabado, todo sujo de terra e neve, e nem ao menos conseguia levantar a mão. Jason então disse:
– E agora irmão, vai se juntar ao meu lado ou não?
Luca reuniu forças e disse:
– Nunca! Eu irei continuar lutando, o mal nunca vencerá, entenda isso.
Jason não entendia como o irmão relutava mesmo sabendo que iria perder. Então disse:
– Você é um tolo, como pode ainda ser um soldadinho da luz, mesmo perdendo. Eu nem acredito que você é meu irmão, você é uma vergonha.
Luca não disse nada, por estar sem forças. Ele simplesmente colocou a cabeça no chão, cansado. Seu irmão não sabia mais o que fazer, talvez estivesse pensando em como matá-lo, então Luca abriu os olhos, talvez pela última vez, e percebeu algo brilhante no chão, ao olhar fixamente percebeu o que era.
Luca então bolou um plano na cabeça, reuniu suas forças e disse:
– Aí seu idiota, por que você não me mata com sua espada, me coloca no mesa, faz que nem sacrifício, e depois mete a espada no meu peito?
– Isso é um desafio?
– E se for?
– Aí eu vou aceitar com prazer fazê-lo.
Jason então num estalo de dedos fez aparecer uma mesa de pedra no chão. Ele usou seu poder de “transportar” pessoas com a mão para transferir seu irmão para a mesa. Invocou sua Hellblade e fez com que Fred e Martha ficam-se próximos do lugar, para que vissem o que ele iria fazer.
– Prepare-se maninho.
– Surpresa.
Luca então tirou do pescoço o colar que havia encontrado no chão, segurou forte no peito, e disse:
– Obrigado pai! Sigillum illae animae.
– O quê?! Não é possível!
Um portal surgiu por trás deles, Luca olhou para ele e disse:
– Martha, quando eu sumir, jogue o colar dentro do portal.
Martha assentiu, e segurou o colar, já que estava desamarrada. Luca e Jason entraram no portal, e Martha jogou o colar, o portal se fechou, e alguns segundos depois, Martha desabou a chorar, o mundo voltou ao normal, Fred consolou Martha e eles ficaram ali por algum tempo.
Você ainda não viu nada. Comentem ^^
ResponderExcluirSei lá
ResponderExcluir